Raízes Aéreas

PJ Harvey

In Música pelo mundo on 8 de novembro de 2011 at 12:46

Polly Jean Harvey (Dorset, 9 de Outubro de 1969) é uma cantora britânica, considerada uma das mais importantes artistas de sua geração e um dos ícones do rock da década de 1990, influenciando vários artistas de sua época e posteriormente.

Biografia

Nascida na região do Dorset, na Inglaterra, PJ cresceu na zona rural e trabalhava na propriedade rural de seus pais. Dentre muitas tarefas, Polly castrava ovelhas.No fim da adolescência mudou-se para Yeovil, onde cursou faculdade e começou a formar sua carreira musical.

Carreira musical

PJ baseia seu trabalho em criar contos fictícios sobre os mais variados temas, sempre prezando por explorar atmosferas densas, que vão desde canções lo-fi, ásperas e pesadas, até climas lúgubres, obscuros e delicados como no seu álbum White Chalk de 2007. Polly declara que seu maior objetivo é sempre não se repetir e produzir trabalhos antônimos a seus antecessores.

No íncio de sua carreia, Polly Jean formava um trio com o baterista Rob Ellis e o baixista Stephen Vaughan. O conjunto, porém, levava o nome da vocalista, pois segundo Polly, era evidente que seria mais um projeto temporário do que uma banda. Seu álbum de estréia, Dry, de 1992 rendeu a cantora popularidade no Reino Unido e sua imagem masculinizada, devido a seu isolamento no Dorset, onde convivia com uma presença masculina maior, aliada a suas canções, criaram um rótulo feminista para PJ, que admite que na época, sob um ponto de vista, seu trabalho poderia sim ser considerado como engajado em causas femininas.

Naquela época, PJ explorou temas intrínsecos à sexualidade feminina – e ganhou notoriedade aos 21 anos ao retratar com maturidade e sinceridade temas complexos de forma crua e direta.

Em 1993, o trio lança o álbum Rid Of Me, um dos mais importantes e influentes trabalhos da carreira da cantora. Com uma atmosfera pesada e canções agressivas, sobre possessividade, loucura e vários temas de comportamentos humanos extremos, Polly diz que tinha em mente fazer um trabalho para definitivamente dizer não a quaisquer moldes em que deveria se encaixar na indústria fonográfica.

Em 1998, lança Is This Desire?, e nesse mesmo ano, estreou-se como actriz no filme de Hal Hartley, The Book of Life. No seu álbum seguinte, muito adequadamente intitulado Stories From The City, Stories From the Sea , de 2000, misturam-se temas de trash alternativo (“Big Exit”, “Kamikaze”) com baladas sombrias.

A Woman A Man Walked By chega em 2009, o álbum é o segundo que Harvey e John Parish editam creditados em conjunto. A cumplicidade musical existe desde os anos 80, em que Harvey colaborava com os Automatic Dlamini.

Em 2011 edita Let England Shake, álbum com que vence novamente o Mercury Prize, tornando assim PJ na única artista a vencer o prémio duas vezes.

Stories from the City, Stories from the Sea

Nos anos seguintes, Polly passou longas temporadas em Nova Iorque, produzindo álbuns de outros artistas e fazendo colaborações. Em 2001, lançou Stories from the City, Stories from the Sea no qual apenas pretendia criar as canções mais belas que conseguisse fazer, tentando flertar com a música pop. Definitivamente, Stories é seu álbum mais pop e uma das maiores vendagens da cantora, principalmente nos Estados Unidos, uma vez que criou suas histórias tendo Nova Iorque e o Dorset como pano de fundo: PJ sistematizou emoções e percepções que se enquadrariam no espírito da cidade e outros no espírito de sua terra, além-mar, fazendo uma comparação subjetiva sobre os dois cenários.

Uh Huh Her

Em 2004 Polly volta a lançar novo trabalho. Dessa vez, ela dispensou produtores e colaboradores, tentando realizar uma de suas maiores ambições como artista, produzindo um álbum sozinha. Apesar dessa realização, PJ considerou que o resultado para não foi muito efetivo. Uh Huh Her agradou ao público e crítica mas permanece para a cantora como seu trabalho menos eficaz: não apresenta nenhum novo panorama musical e repete seus trabalhos anteriores. Mesmo assim, o álbum rendeu uma turnê mais extensa e incluindo novas localidades como o Brasil.

White Chalk

Entretanto, em 2007, PJ obtém novamente sucesso em seus princípios de produção. Abandonando sua sonoridade rock e a guitarra que tanto caracteriza a cantora, Polly dedica-se a aprender piano e explorar a sonoridade de outros instrumentos, declarando-se saturada criativamente de produzir com a guitarra. O resultado é o álbum White Chalk que foi instantaneamente considerado pela crítica o álbum mais estranho e ímpar da carreira da cantora. White Chalk é atemporal e contextualmente deslocado e metafórico e, sem dúvida, o álbum mais atmosférico da carreira da cantora, majoritariamente baseado em piano e com melodias obscuras, frágeis e líricas, é segundo a cantora o primeiro álbum que está mais intrínseco a sua terra natal, o Dorset. A crítica elogiou muito o trabalho, considerou-o, além de tudo, um dos mais belos da carreira de PJ, mas o público se dividiu entre fãs que não gostaram da mudança brusca de sonoridade e aqueles que absorveram sem problemas a mudança de rumos. Diferente da turnê do álbum Uh Huh Her, PJ faz sua primeira turnê solo com apresentações escassas.

A Woman A Man Walked By

Em 2009 com A Woman A Man Walked By, Polly Jean surge com um novo disco, com uma antiga parceria, o amigo de longa data John Parish.

Álbuns

Too Pure – The Peel Sessions, 1992, com o Stereolab e o Th’Faith Healers.
Dry, 1992.
Rid of Me, 1993.
4-Track Demos, 1993.
To Bring You My Love, 1995.
Dance Hall at Louse Point, 1996, com John Parish.
Is This Desire?, 1998.
Stories from the City, Stories from the Sea, 2000.
Uh Huh Her, 2004.
The Peel Sessions, 2006.
White Chalk, 2007.
A Woman A Man Walked By (com John Parish), 2009.
Let England Shake, 2011.

Vídeos

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