Raízes Aéreas

O Rappa

In Música pelo mundo on 13 de setembro de 2011 at 14:57

O Rappa é uma banda brasileira conhecida por suas letras de forte impacto social. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock, a banda também incorporou elementos de samba, funk, hip-hop, rap e MPB. Um de seus maiores sucessos, a canção “Pescador de Ilusões”, composta pelo baterista do grupo na época, Marcelo Yuka, tornou-se sucesso no CD em que foi lançada primeiramente, Rappa Mundi, e novamente no Acústico MTV de 2005, com o refrão “Valeu a pena, valeu a pena”. O mesmo feito de popularidade veio com a canção “Me Deixa”, também de Marcelo Yuka.

Post mais atualizado clique aqui

 

Em 2005 foi lançado o Acústico MTV, no qual a banda resgata alguns sucessos e outras canções nem tão famosas, do primeiro ao último disco lançado na época, e introduz duas canções inéditas: uma feita especialmente para o Acústico – “Na frente do Reto” – e outra que entraria em O Silêncio Q Precede O Esporro – “Não perca as crianças de vista” – mas ficou de fora da lista de canções.O Rappa já vendeu contando com álbuns de estúdio, ao vivo, álbuns de video, singles, ep’s e etc, mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo.

História

Em 1993, com a vinda do cantor regueiro Jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro. Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.

A decisão sobre o nome da banda envolveu opções como “Cão-careca” e “Bate-Macumba”. O nome escolhido – O Rappa – vem da designação popular dada aos policiais que interceptam camelôs, os rapas. Com um p a mais para diferenciar, o nome foi escolhido. Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na canção “Óia o rapa!” na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.

Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa.

Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso e foi o único disco com a presença de Nelson Meireles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.

Em 1996, foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as canções foram sucesso. Entre elas, Pescador de Ilusões, A Feira, Miséria S.A., Ilê Ayê, O Homem Bomba, a regravação de Vapor Barato de Gal Costa e a versão nacional para o sucesso de Jimi Hendrix, Hey Joe.

Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 vem a público Lado B Lado A. Com letras “mais fortes” que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível em canções como Minha Alma (a paz que eu não quero), O Que Sobrou do Céu, Me Deixa e Lado B Lado A, além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como “Rambo, o torturador”, que foi a capa da revista Veja de 9 de abril de 1997. Os videoclipes das duas primeiras foram premiadíssimos, tornando-se sucesso nacional.

Em 2000, O Rappa causou “comoção pública e muita indignação” entre diversas bandas: no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, a banda seria colocada antes de alguns americanos, e protestaram. Foram retaliados com exclusão, e 5 bandas brasileiras saíram do festival em protesto (Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.)

Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte d’O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco Instinto Coletivo ao vivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria.

Yuka desligou-se d’O Rappa deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. Yuka fundou outro grupo, F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que faz parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa o possibilitava. A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia n’O Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante o vídeo clipe Minha Alma (A paz que eu não quero) vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.

Em 2003, O Silêncio Q Precede O Esporro, primeiro álbum sem ligação com Yuka foi lançado. Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, tecladista colaborador, tornou-se o principal compositor com a autoria de diversas canções de sucesso como Reza Vela, Rodo Cotidiano e Mar de Gente. Em parceria com Carlos Pombo compuseram O Salto, com letra forte em relação ao resto do disco, mais ameno sem as letras de Yuka. Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado ao vivo no Olimpo – Rio de Janeiro.

Em 2005, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV com participação de Maria Rita em “O que sobrou do céu” e “Rodo Cotidiano”, e Siba, do Mestre Ambrósio, na rabeca em algumas canções. O disco também rendeu um DVD com algumas canções além das presentes no CD.

no dia 7 de julho de 2007, O Rappa realizou um concerto na etapa brasileira do festival Live Earth no Rio de Janeiro.

Em 2008 eles lançaram seu mais recente álbum, 7 Vezes. A faixa escolhida para primeiro single, Monstro Invisível, chegou as rádios no dia 8 de julho e fez muito sucesso, sendo bastante executada. Destaque também para o segundo single, Meu Mundo é o Barro e Hóstia.

Em 22 de agosto de 2009, O Rappa fez um show na favela da Rocinha, onde foi gravado o seu mais novo DVD ao vivo. Ele contem várias músicas do álbum 7 vezes, mas também conta com músicas antigas como Hey Joe, Minha Alma, Me Deixa entre outras.

Membros atuais

Marcelo Falcão – vocal; ocasionalmente guitarra rítmica e violão
Alexandre Menezes (Xandão) – guitarra solo
Lauro Farias – baixo elétrico
Marcelo Lobato – teclados e vibrafone; bateria

Músicos de apoio

DJ Negralha – DJ
Cleber Sena – bateria e percussão
Marcos Lobato – teclados

Ex-membros

Nelson Meirelles – baixo (1993-1996)
Marcelo Yuka – bateria (1993-2001)

Álbuns de estúdio

O Rappa-1994
Rappa Mundi-1996
Lado B Lado A-1999
Instinto Coletivo-2001
O Silêncio Q Precede O Esporro-2003
Sete Vezes-2008

Fotos

__________

Videos

__________

__________

Topo

____

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: