Raízes Aéreas

Ludovic

In Música pelo mundo on 4 de setembro de 2011 at 3:42

Os paulistanos do Ludovic têm trilhado um caminho árduo e sinuoso, conquistando uma fiel e crescente legião de seguidores com sangue, suor e lágrimas. Literalmente. A incrível evolução que a banda apresenta desde o lançamento do EP “Ludovic” de 2001, passando pelo cultuado “Servil” (Teenager in a Box, 2004) pode ser conferida em sua totalidade em seu mais recente lançamento, “Idioma Morto”, via Travolta Discos. De 2000, ano de sua formação, para hoje a banda passou por diversas formações, estabilizando-se com Jair Naves (voz), Eduardo Praça (guitarra), Ezekiel Underwood (guitarra), Fábio Sant’anna (baixo) e Júlio Santos (bateria). Fazendo shows incendiários em todo e qualquer buraco em que fossem convidados, o boca-a-boca em torno das apresentações da banda logo fez o Ludovic saltar do gueto para programas de televisão (Banda Antes MTV e Alto-Falante, da TV Cultura, por exemplo), assim como para alguns dos maiores festivais independentes do país, como o Goiânia Noise Festival (GO), Calango (MT), Americana Independente (SP), Kool Metal Fest (SP) e Campari Rock (SP), onde dividiram o palco com nomes de peso como Supergrass, Nação Zumbi e o trio norte-americano Mission of Burma, influência confessa da banda (assim como Sonic Youth, Patti Smith, Joy Division e Fellini).

Em uma época com tantos subgêneros dentro do rock, é até de se estranhar que a melhor definição para dar à banda seja simplesmente rock! Cru, intenso, furioso. É o que se ouve em “Servil” (2004), sucesso de crítica e de público, e que deu à banda, via voto popular, o Prêmio Dynamite de Música Independente 2005 na categoria “melhor disco de indie rock”. Gravado no primeiro semestre de 2006, “Idioma Morto” leva essa experiência ainda mais longe, não facilitando para ninguém. Em letras em que o arrependimento, o peso das frustrações cotidianas e o sentimento de impotência diante da vida adulta dão a tônica – ainda mais explicitamente e com arranjos muito mais elaborados do que os do disco anterior, o que pode ser conferido em “Corpo Santo de Saias”. Os fãs já convertidos podem se sentir em casa com músicas diretas como “Atrofiando/ Recém-convertido/ Ex-futuro diplomata”, mas se surpreenderão do mesmo modo de que quando os conheceram, em músicas como “Unha e Carne” e “Sob o Tapete Vermelho”.  Na jornada de quarenta minutos de “Idioma Morto”, o Ludovic avança ainda mais em seu difícil e sinuoso caminho.

Álbuns

Servil – 2004
Idioma Morto – 2006

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