Raízes Aéreas

Charlie Brown Jr.

In Música pelo mundo on 20 de agosto de 2010 at 19:13

Charlie Brown Jr. é uma banda brasileira de rock formada em Santos no ano de 1992. Segue a linha hardcore com influências do punk rock californiano, e mistura vários ritmos como o reggae, o hip hop, criando um estilo próprio. Suas letras fazem críticas à sociedade da perspectiva do universo jovem contemporâneo. Todos os membros da banda são naturais da cidade de Santos, exceto o vocalista Chorão, que nasceu em São Paulo.

Começo de carreira

Em 1987, o então adolescente paulistano de 17 anos de idade Alexandre Magno se mudou para Santos, litoral de São Paulo, após uma infância difícil e traumática. Era mais conhecido pelo apelido de Chorão, passou a se interessar pela prática do skate. Um dia, em um bar local, substituiu por acaso o vocalista de uma banda, quando o mesmo precisou se ausentar devido a necessidades fisiológicas. Uma pessoa da plateia, ao vê-lo cantar, convidou-o para ser vocalista em sua banda. Quando o baixista da referida banda saiu, Chorão veio a conhecer Champignon, o novo baixista, uma criança de apenas 12 anos na época, formaram então a banda What’s Up. Tempos depois, Chorão e Champignon decidiram convidar o baterista Renato Pelado, egresso de bandas da cidade como Ecossistema, Jornal do Brasil, entre outros projetos. Mais tarde, Marcão e Thiago Castanho completaram a primeira formação da banda Charlie Brown Jr.

A banda, ainda sem nome, continuou a se apresentar na cidade. “Fundei e batizei a banda com esse nome em 92. Foi uma coisa inusitada. Trombei (literalmente) com uma barraca de água de coco que tinha o desenho do Charlie Brown, aquele personagem do Charles Schulz, mais conhecido por ser o dono do Snoopy. E o “Jr” é pelo fato de sermos filhos do rock”, se explica Chorão pelo fato de a banda se considerar “filha” de uma geração de músicos e bandas como Raimundos, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Nação Zumbi, e Planet Hemp. A sonoridade do grupo tinha influências de grupos como Sublime, Bad Brains, 311, misturando hardcore, skate e reggae. O vocalista da banda, Chorão, é skatista, chegando a figurar nas melhores posições do ranking de diversos campeonatos brasileiros, e costuma apresentar-se nos shows em cima de um skate. Por volta de 1993, já com esta formação da banda, eles começaram a tocar no circuito underground de Santos e São Paulo e a fazer shows em vários eventos de skate. As primeiras apresentações do quinteto aconteceram em Santos e São Paulo, especialmente em campeonatos de skate.

Uma fita demo foi entregue a Rick Bonadio, presidente da Virgin Records no Brasil e produtor dos Mamonas Assassinas, que se interessou pelo grupo e os contratou. De uma demo de três faixas surge o primeiro disco do CBJr, produzido por Tadeu Patolla e Rick Bonadio com o selo da Virgin. Nasce então o álbum Transpiração Contínua Prolongada, tem esse nome por realmente retratar tudo que a galera passou para chegar onde chegaram. O álbum foi produzido por Tadeu Patola (ex-Lagoa 66), o álbum é bem recebido pelas rádios com as faixas “O Coro Vai Comê!”, “Proibida pra Mim (Grazon)”, “Tudo que Ela Gosta de Escutar” e “Gimme o Anel”, vendendo 500 mil cópias. Na época, o baixista Champignon era menor de idade. Consequentemente, sempre que a banda se apresentava em casas noturnas, era necessária uma autorização judicial para que o jovem baixista acompanhasse o grupo.

Repercussão comercial

De 1999 a 2006, a canção “Te Levar” foi tema do seriado Malhação, da Rede Globo, fazendo com que a banda abrangesse seu trabalho às mais diferentes classes sociais. Com sua propagação na mídia, a banda ganhou vários prêmios e chegou assim, por várias vezes, ao topo de grandes rádios espalhadas pelo país. Em 1999, após a estreia promissora, o grupo voltou com Preço Curto… Prazo Longo, composto por 25 canções inéditas, entre elas “Confisco”, “Zóio de Lula”, “Te Levar”, “O Preço” e “Não Deixe o Mar te Engolir”, que sedimentaram a boa recepção da banda e garantiram sua presença nas rádios. Pouco antes de entrar no estúdio para gravar o terceiro álbum, o grupo passou por uma forte crise interna, causada pelas brigas entre Chorão e Champignon, que quase encerrou a carreira.

Apesar das dificuldades, a evolução da fórmula hip hop/reggae/hardcore continuou em Nadando com os Tubarões, lançado em 2000, cujos destaques foram as faixas “Rubão – O Dono do Mundo” e “Não é Sério”. O disco marcava a entrada de DJ Anderson Faria como acompanhante fixo da banda e revelava uma aproximação com o rap paulistano, explícita em “A Banca”, com participação do grupo RZO. No fim do ano, o Charlie Brown Jr. decidiu, junto com outras bandas, não participar do Rock in Rio – Por um Mundo Melhor por discordar do tratamento dispensado às bandas nacionais.

Senhor do Tempo

No fim de 2000, o guitarrista Thiago Castanho deixa o grupo, alegando divergências pessoais. No mesmo ano, porém, a banda vence o Video Music Brasil, levando o prêmio “Escolha da Audiência” pelo clipe de “Rubão”. Como um quarteto, o Charlie Brown Jr. assinou com a EMI para lançar 100% Charlie Brown Jr. no final do ano, com canções totalmente inéditas. As faixas de maior destaque foram “Hoje eu Acordei Feliz” e “Lugar ao Sol”. Em abril de 2002, uma apresentação da banda no Rio de Janeiro acabou em tumulto generalizado. Devido a uma briga, os integrantes da banda saíram do palco antes do previsto, causando revolta na plateia. Lojas e lanchonetes do parque Terra Encantada foram depredadas. Não houve feridos graves.

O título do quinto álbum, Bocas Ordinárias, se apropriou de uma expressão lusitana, devido ao sucesso do grupo em apresentações realizadas em Portugal. A fusão de hardcore, rap e reggae gerou novos hits como “Papo Reto (Prazer é Sexo, O Resto é Negócio)” e “Só por uma Noite”, “Bocas Ordinárias”, “Guerilhas” e “Somos Poucos mas Somos Loucos”, além de uma versão de “Baader-Meinhof Blues”, da Legião Urbana.

Álbum acústico

Em 2003, chegou a vez do Charlie Brown Jr. gravar seu Acústico MTV. Entre os convidados, o grupo chamou Marcelo Nova e Marcelo D2, que participaram de versões de “Hoje” (Camisa de Vênus) e de “Samba Makossa” (Chico Science & Nação Zumbi), respectivamente. Entre as regravações, a banda santista optou pelas canções “Proibida pra Mim”, “Zóio de Lula”, “Tudo que Ela Gosta de Escutar”. O primeiro single foi a canção inédita “Vícios e Virtudes”. O disco foi marcado pelo grande sucesso de vendas e mídia e, curiosamente, foi gravado enquanto a banda estava no auge da carreira, contrariando a tradição de retomar ao auge carreiras de outros artistas.

Durante a turnê acústica, em 2004, Chorão se desentendeu com Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, quando as duas bandas se encontraram no aeroporto de Fortaleza antes da apresentação das mesmas no festival Piauí Pop daquele ano. O motivo teria sido uma suposta crítica à participação do Charlie Brown Jr. em um comercial para a Coca-Cola. O vocalista do grupo carioca processou Chorão por danos morais decorrentes da agressão, sem êxito, visto que foi imputado a este culpa concorrente pelo acontecido.

Após mais de dois milhões de álbuns vendidos, o Charlie Brown Jr. lança em 2004 o sétimo disco da carreira, Tâmo aí na atividade, sendo este o sexto álbum de estúdio.

Só Por Uma Noite

Nova formação

No início de 2005, o vocalista Chorão foi surpreendido com o anúncio de que Marcão, Renato Pelado e Champignon estavam deixando o grupo, alegando divergências musicais. Contrariando as expectativas, Chorão apareceu com uma nova formação para o Charlie Brown Jr. O novo núcleo era baseado na cidade de Santos, onde a banda surgiu. Thiago Castanho, guitarrista que fez parte dos três primeiros discos da banda, retornou ao grupo. Dois novos músicos assumiram, respectivamente, a bateria e o baixo; André Ruas, conhecido como Pinguim; e Heitor Gomes, filho do contra-baixista Chico Gomes.

André Luís Ruas, o “Pinguim”, ganhou seu apelido porque, quando mais novo, usava uma camiseta da marca de sorvete “Pingolé”. Sua experiência musical vem da noite santista, tendo trabalhado com Thiago Castanho antes de ambos entrarem para a banda. Pinguim também era o responsável pelo beatbox que até então acompanhava os vocais de Chorão nas músicas do Charlie Brown Jr.. Depois dos ensaios com o repertório antigo e depois de alguns shows em vários locais do país, Chorão, Thiago, Heitor e Pinguim fortaleceram os vínculos e encontraram a sintonia necessária para criar novas músicas.

Imunidade Musical (2005-2007)

O álbum Imunidade Musical é lançado em 2005 com destaque para o primeiro single “Lutar pelo que É Meu”, além de “Cada Cabeça Falante tem sua Tromba de Elefante”, com as participações de Rappin Hood e Parteum, do Mzuri Sana. Ainda neste ano, o Charlie Brown lança o DVD Skate Vibration, que mostra imagens da banda se apresentando em disputas de skate e imagens nos estúdios Digital Grooves e Midas Studios, onde gravaram o disco.

No DVD, além de uma apresentação ao vivo, estão os videoclipes que misturam imagens da banda Charlie Brown Jr. nos shows realizados em 2005, nas viagens e durante as gravações de seu oitavo álbum. Imunidade Musical, no qual a sonoridade do Charlie Brown Jr. foi restabelecida através de 23 faixas, se tornou um álbum emblemático na trajetória da banda. A canção “Lutar pelo que É Meu” substituiu “Te Levar” na abertura do seriado Malhação, de abril de 2006 até outubro de 2007.

Ritmo, Ritual e Responsa (2007-2009)

O nono álbum da carreira lançado pelo Charlie Brown Jr. se chama Ritmo, Ritual e Responsa. O disco traz 22 faixas inéditas e uma faixa bônus, e chegou às lojas no final de setembro de 2007. Produzido por Chorão e Thiago Castanho, o nono da carreira, possui letras com forte apelo urbano e que vão de encontro aos anseios da juventude, riffs poderosos, bateria e baixo, com direito a toques eletrônicos e à presença do rap.

No dia 9 de abril de 2007 chegou às rádios do Brasil “Não Viva em Vão”, canção de Chorão e Thiago Castanho que foi escolhida como primeiro single. Logo em seguida é lançado o segundo single, “Pontes Indestrutíveis”, cujo a banda também gravou um videoclipe da música, sendo mais um dos destaques do nono álbum. O terceiro single lançado foi “Be Myself”, que também foi escolhido para fazer parte da trilha sonora da telenovela Duas Caras, exibida pela Rede Globo. Destaque também para o quarto single do álbum, “Uma Criança com Seu Olhar”.

No dia 23 de abril de 2008, foi divulgado no site oficial que o baterista André Ruas, o Pinguim, não fazia mais parte da banda. O motivo seria o fim do contrato que já estava se aproximando, sem que houvesse interesse de ambas as partes em renová-lo. Para o lugar de Pinguim, entrou Bruno Graveto, também de Santos.

Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva) (2009-atualmente)

Depois de sete anos na EMI, a banda muda para a gravadora Sony Music. Com a produção de Rick Bonadio, que produziu bandas dos anos 1980, como Ira! e Titãs, artistas da mesma geração do Charlie Brown, como o Tihuana e CPM 22, e bandas da nova geração, como NX Zero e Fresno, a banda lança o álbum Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva). O nome “Camisa 10”, é um trocadilho por este ser o décimo álbum da banda. É o primeiro com o baterista Bruno Graveto.

O disco possui a canção “O Dom, a Inteligência e a Voz” feita a pedido da cantora Cassia Eller, que Chorão fez para entrar no disco que a cantora iria fazer em 2002. Mas, 15 dias após a criação da música, Cássia faleceu. A canção “Me Encontra”, foi lançada como primeiro single do álbum no final de julho de 2009.

Rompimento com a Sony, a volta de Marcão e Champignon e a saída de Heitor Gomes (2011)

No início de 2011, a banda gravou o CD e DVD ao vivo “Musica Popular Caiçara”, em Santos, que seria lançado pela gravadora da banda na época, a Sony Music. Durante a gravação do show, problemas ocorreram na organização do evendo, o que para Chorão foi a gota d’água. Numa reunião com os membros da banda, eles decidiram romper com a gravadora, passando a trabalhar de forma independente. Nessa época, Heitor Gomes ainda fazia parte da banda.

Após esse acontecimento, na edição 2011 do Viradão Carioca, Chorão disse que tinha uma surpresa para o público, e que a banda não era mais formada por 4 integrantes, e sim, 5. Logo após, ele chamou Marcão para o palco, selando oficialmente sua volta ao grupo. Em julho daquele ano, o contrato com o baixista Heitor Gomes foi encerrado e saiu da banda de forma amigavel, alegando buscar o sucesso independente e hoje é baixista do CPM 22. Com isso, Champignon volta ao grupo, surpreendendo os fãs com um video postado no YouTube onde diz: “Voltei pra ficar! Aqui é minha casa!”. Após isso o grupo passa a contar quase com sua formação original.

Música Popular Caiçara (2012-presente)

Com os problemas com a antiga gravadora, o Música Popular Caiçara foi refeito em setembro de 2011, dessa vez, gravado em Curitiba e na cidade natal da banda, Santos. Com a produção de Liminha, o show conta com as participações especiais de Marcelo Falcão, vocalista do O Rappa, Zeca Baleiro, e dos compositores baianos Marcelo Nova e Márcio Mello. Gravado de maneira independente, o DVD demorou cerca de 7 meses para ser lançado. Em maio de 2012, Música Popular Caiçara foi lançado com a distribuição do selo Radar Records, em comemoração aos vinte anos de carreira do grupo.

Morte de Chorão

O vocalista da banda, Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento na madrugada do dia 6 de março de 2013, na zona oeste de São Paulo.

Morte de Champignon

No dia 9 de setembro de 2013, o baixista da banda, Champignon, foi encontrado morto em seu “estúdio” na sua residência em São Paulo, após ter efetuado dois tiros, um para teste em direção ao chão acertando em um de seus instrumento musicais e outro na região de sua boca resultando em seu falecimento, câmeras de seguranças flagraram Champignon realizando dois gestos o primeiro de “paz e amor” em direção ao chão e o segundo realizando o gesto de “degola” com dois dedos sendo uma prévia de seu suicídio, sua mulher grávida de cinco meses estava na residência e foi levada em estado de choque ao hospital. O futuro da banda segue indefinido.

Álbuns de estúdio

1997 – Transpiração Contínua Prolongada
1999 – Preço Curto… Prazo Longo
2000 – Nadando com os Tubarões
2001 – Abalando a sua Fábrica (100% Charlie Brown Jr.)
2002 – Bocas Ordinárias
2004 – Tâmo Aí na Atividade
2005 – Imunidade Musical
2007 – Ritmo, Ritual e Responsa
2009 – Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva)
2013 – La família 013 (Póstumo)

Álbuns ao vivo

2003 – Acústico MTV
2012 – Música Popular Caiçara (Ao Vivo)

Fonte: Wikipédia.
Atualizado em 22/09/2014.

Vídeos

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Me encontra

Só os loucos sabem

Hoje Eu Acordei Feliz

Lugar ao Sol

Como Tudo Deve Ser

Longe de Você

Zóio de Lula

Pontes Indestrutíveis

Dias De Luta, Dias De Glória

Não É Sério

Fotos

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