Raízes Aéreas

Liz Phair

In Música pelo mundo, Pitacos da Soraya Pamplona on 7 de julho de 2010 at 8:12

Liz Phair (17 de Abril de 1967, New Haven, Connecticut) é uma cantora-compositora norte-americana indicada ao Grammy, conhecida pelo seu primeiro álbum “Exile In Guyville”, eleito pela Rolling Stone, Um dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone.

Pré-carreira, infância e Girly Sound

Liz Phair nasceu em New Haven, no estado de Connecticut. Assim como seu irmão mais velho, Philip, foi adoptada e criada em Winnetka, no estado de Illinois. Formou-se em Artes em 1990, e era vendendo desenhos na rua que se sustentava, antes de fazer sucesso. As suas raízes musicais firmaram-se quando ela conheceu o guitarrista da banda Come, Chris Brokaw. Foi o próprio que encorajou Phair a gravar suas canções, após ouvi-las numa visita a San Francisco. Phair não gosta de falar sobre este período de sua vida, ela mesma o chama de “anos perdidos” e um tempo em que ela experimentou “vários estilos de vida”.

Phair acabou voltando a Chicago, depois de passar um período em San Francisco. Ao voltar começou a escrever e gravar músicas, com o peseudônimo de Girly Sound. Phair se familiariza com bandas conhecidas da cena independente em Chicago, porém, não se apresentava, devido ao seu medo de palco, e só viria a se apresentar ao vivo em 1994. Fazendo amizade com pessoas do ramo, ela iria regravar as músicas das Fitas Girly Sound na gravadora de John Henderson, mas, depois de várias discussões entre os dois, isso não ocorreu.

Contrato com a Matador Records

Liz queria fazer parte da melhor gravadora independente que tinha na época, seu amigo Brad Wood. Então ela enviou seis músicas das fitas Girly Sound para o presidente da gravadora Gerard Cosloy. Cosloy já havia visto várias críticas positivas às fitas de Phair, e resolveu assinar o contrato (note-se que a gravadora não tinha costume de contratar pessoas que Gerard não conhecia). De acordo com o próprio, tocava as músicas de Phair para amigos e colegas, afirmando que elas eram músicas inteligentes e divertidas.

Gerard adiantou US$ 3 000, a pedido de Phair e a mesma começou a trabalhar nas músicas que se tornariam as dezoito do seu Debut “Exile in Guyville”.

Exile In Guyville

O disco foi gravado durante 1992 e foi produzido por Brad Wood, amigo de Phair, que também produziria “Whip-Smart” e “Whitechocolatespaceegg”. Várias canções das fitas Girly Sound foram regravadas. Algumas com pequenas alterações como “Fuck & Run”, “Divorce Song” e “Flower”, e outras com mudanças drástricas como “Girls! Girls! Girls!”. Além destas, outras músicas inéditas foram gravadas no disco.

Em 1993 era lançado o debut de Phair “Exile in Guyville”. O álbum foi elogiado pela crítica e do público. Críticos notavam, as letras de Liz que eram “sinceras, honestas, divertidas” e “as vezes tudo isso na mesma canção”. O disco falava basicamente de relacionamentos, mas muitas vezes o sexo explicito era citado, principalmente em “Flower”, que se tornou uma das músicas mais conhecidas do CD. Outros destaques como “Fuck & Run”, “Divorce Song” e “Stratford-On-Guy” também receberam atenção . Em Guyville Phair descrevia mulheres diferentes, em situações diferentes. A voz grave de Liz era considerada única por professionais, ao lado de suas músicas.

Exile In Guyville é considerado pelos críticos o melhor álbum da cena independente de Chicago no início dos anos 1990, e um dos melhores álbuns indies de todos os tempos.

Em algumas entrevistas Phair disse que o álbum é uma resposta música-por-música de Exile on Main St. dos Rolling Stones. Criticos e fãs não conseguiram assimilar os dois discos, apesar de Phair continuar afirmando.

Em 2008, como parte do aniversário de 15 anos do projeto, “Exile” foi re-lançado pela ATO Records. O álbum que se encontrava fora de imprenssão, passou a ser comercializado mais uma vez.

Exile in Guyville vendeu mais de 450 000 cópias.

Era Whip-Smart

Em 1994, Liz já trabalhava em seu segundo álbum, “Whip-Smart”. O Primeiro Single “Supernova”, conseguiu entrar no top 10 da “Billboard Modern Rock Tracks”, e chegar ao 78º lugar na “Billboard Hot 100”, sendo o primeiro hit de sua carreira.

Antes do lançamento, Liz foi capa da Rolling Stone, com a legenda “A Rockstar Is Born”. O Album foi realizado em Setembro de 1994. “Whip-Smart” foi recebido positivamente por profissionais, apesar de não serem ótimas como as de “Exile In Guyville”. O problema era que os críticos esperavam uma continuação do anterior, mas Phair veio com algo um pouco mais produzido. Mesmo assim ele entrou em listas dos melhores do ano de 1994, incluindo o top 10 da Village Voice. Supernova foi indicada ao Grammy De “Melhor Vocal Feminino (Rock)” & Liz se tornou um nome grande no mundo da música. O CD continua sendo o mais vendido de sua carreira, e da história da Matador Records. Além disso, Phair gravou uma música para a trilha do fime “Higher Learning” e esta rendeu-lhe sua segunda indicação ao Grammy, na mesma categoria que Supernova concorreu um ano antes.

Até Hoje Whip-Smart vendeu mais de 600 000 cópias.

Whitechocolatespaceegg

Em 1995 Phair se casou com Jim Staskauskas, teve um filho com ele, James Nicholas. Esses dois fatos foram decisivos para o Terceiro álbum dela. O álbum basicamente fala sobre: casamento & maternidade (além de aboradar relacionamentos). A Matador Records não ficou muito contente, eles notaram que uma Liz mais madura, faria com que ela deixasse de aboradar algums temas que ela abordava em seus trabalhos anteriores, o álbum foi rejeitado. Então Phair Escreveu outras músicas, e editou algumas, para que elas fossem mais acessíveis. Polyester Bride foi Lançado como single, não conseguiu o sucesso de Supernova, mas conseguiu uma boa circulação. O Album Foi Lançado & a crítica notou uma certa maturidade nas músicas, o álbum foi recebido positivamente, algums disseram que era um projeto mais forte liricamente do que Whip-Smart. Phair Promoveu o álbum no lendário Lilith Fair.

Whitechocolatespaceegg vendeu mais de 320 000 cópias.

Contrato com a Capitol Records e Liz Phair no século XXI

Depois de acabar seu contrato com a Matador Records, Liz ficou um tempo sem lançar um novo projeto. Divorciou-se do seu então marido, Jim Staskauskas e assinou com a Capitol Records. A mudança de estilo foi notada pelos fãs e pela critica.

Quando as gravações foram encerradas, o primeiro single foi lançado nas rádios: “Why Can’t I?”. O single tornou-se o maior sucesso de Liz até hoje, chegando na posição #32, na Billboard Hot 100.Alguns atribuem o sucesso do single ao filme De Repente 30, aonde esteve na trilha sonora. O álbum em que a música se encontrava, o auto-intitulado Liz Phair foi lançado em 24 De Junho de 2003, dez anos depois de Exile in Guyville. A crítica bombardeou o álbum, dizendo que ela havia traído seus fãs mudando repentinamente de estilo. New York Times brincou apelidando álbum de “Exile in Avrilville”. Outros gostaram da mudança como Robert Christgau que deu ‘A’ para o álbum. Reviews mistos vieram de revistas como a Rolling Stone, que dependia apenas dos fãs, para transformar o álbum em um hit. Slant Magazine foi mais positiva aprovando a mudança. Em sites como o Amazon e Itunes, onde as pessoas dão sua opinião sobre CD’s, falaram que era uma vergonha uma mulher de 36 anos tentar ser uma adolescente,e foi Phair rendeu comparações até com Hilary Duff. Outro problema para eles, era que Liz falava de relacionamentos de uma maneira inteligente em seus álbuns anteriores e nesse ela estava “implorando” para uma pessoa ficar com ela (“Rock Me”).

O segundo single “Extraordinary”, debutou na Bubbling Under em #111. Todo o apelo do álbum funcionou, o CD vendeu mais que seu anterior, e é considerado o mais acessível de sua carreira.

Até hoje Liz Phair vendeu mais de 430 000 cópias.

Somebody’s Miracle

Liz Lançou seu quinto álbum em Outubro de 2005. A crítica viu que ela estava tentando reconquistar fãs da era-Guyville. Somebody’s Miracle começou como uma resposta música-por-música de “Songs In The Key Of Life” do Stevie Wonder, porém, apenas parte do material foi incluído no álbum. Somebody’s Miracle recebeu críticas mistas, mesmo fazendo um som menos Pop, do que seu anterior. Rolling Stone disse: “como uma cantora genial, inteligente e divertida pode se transformar em uma cantora tão medíocre?” e “mesmo fazendo algo folk, Liz Phair continua no Pop”. Mesmo assim o disco agradou fãs, o problema das vendas foi que nenhum single decolou, como no CD anterior e o projeto não era apelativo. O resultado foram vendas fracas. Foi último disco gravado por Phair na Capitol.

Somebody’s Miracle vendeu mais de 100.000 cópias.

Mudança de Gravadora, Guyville & Novos Projetos

Em 2008, um contrato foi assinado com a ATO Records. Phair re-lançou e remasterizou Guyville (Que estava no momento sem ser impresso). Foi lançado em CD, vinil e pela primeira vez, digitalmente. 4 novas música fariam parte deste projeto, sendo: “Ant In Alaska”, “Wild Thing”, “Say You” e “Instrumental”. Porém, como “Wild Thing” tinha seus direitos autorais a uma outra gravadora, apenas as outras três permaneceram. Um DVD também foi lançado com o re-lançamento: “Guyville Redux”, neste DVD, Phair voltar para a cena independente dos anos 1990, e nos mostra como tudo aconteceu, incluindo, entrevistas exclusivas com produtores e artistas indies que marcaram a cena Indie Americana, como Steve Albini, famoso produtor do Nirvana e de PJ Harvey, que na época, odiou Guyville. O lançamento é justificado, pelos 15 anos de “Guyville” e foi lançado em 24 de Junho de 2008 nos Estados Unidos. Ainda não se sabe se o álbum será lançado em outros países.

Recentemente Liz cedeu uma entrevista, para a Rolling Stone e disse que em seu novo CD voltará para seu estilo antigo, que acha que não é por acidente, e sim porque ela se encontra em uma nova gravadora Indie. Também disse que sua fase Pop foi pelo fato de várias mudanças em sua vida, e que se há 5 anos atrás tivessem feito um pedido para re-lançar Guyville, ela teria recusado. Disse que era uma fase em que ela corria de Guyville. Também falou que seu álbum “Liz Phair” deixou de ser um álbum dela para ser dos criticos, e que eles usaram isso contra ela de uma maneira estranha. Ainda comentou que ligava para criticas que recebia durante sua curta passagem na música Pop, parou de ler jornais devido a isso, e que atrapalhava seu processo de composição. Falou que aprendeu muito durante sua estadia na Capitol e que ainda canta e gosta de suas músicas feitas durante este período. Falou também que durante as filmagens do documentário, se lembrou de como parte da Cena Indie dos anos 1990 e que se considera uma outsider, que sempre teve amigos em vários círculos sociais.

Discografia

1993 Exile in Guyville
1994 Whip-Smart
1998 Whitechocolatespaceegg
2003 Liz Phair
2005 Somebody’s Miracle
2010 Funstyle

Fonte: Wikipédia.
Atualizado em 03/03/2013.

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