Raízes Aéreas

Djavan

In Música pelo mundo on 22 de junho de 2010 at 18:13

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro. Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, “Seduzir”, “Flor de Lís”, “Lilás”, “Pétala”, “Se…”, “Eu te Devoro”, “Açaí”, “Segredo”, “A Ilha”, “Faltando um Pedaço”, “Oceano”, “Esquinas” e “Boa Noite”.

1949—1973: o início

Nascido em Maceió, capital de Alagoas, filho de uma mãe afro-brasileira e de um pai neerlando-brasileiro. Sua mãe, lavadeira, entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves.

Djavan foi meio-de-campo do CSA (Centro Sportivo Alagoano) e nessa época aprendeu sozinho a tocar violão, ouvindo, olhando e acompanhando as cifras em revistas, no jornaleiro.[Ele tomou a natureza e o folclore nordestino como influência para suas composições. Abandonando seus estudos, teve que trabalhar em empregos de pequeno porte. Ainda em sua cidade natal aos dezoito anos, ele formou o grupo LSD (Luz, Som, Dimensão), que as canções abrangiam o repertório dos Beatles onde tocavam em vários locais como bailes nos clubes, praias, igrejas, etc. Aos dezenove anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.

Djavan casou-se, tendo uma filha com a esposa em 1972: Flávia Virgínia, da qual futuramente influenciada pelo pai seguiria a mesma carreira. Quando dedilhava seu violão, Djavan percebia que poderia compor, mas suas composições causavam estranheza em seus amigos. Esse fato ajudou Djavan a descobrir que, além de gostar de cantar, ele tinha necessidade de compor. Pensou então em tentar seguir a carreira que ele o havia predestinado em algum centro urbano, o destino escolhido foi o Rio de Janeiro. As dificuldades no começo foram imensas, afinal tratava-se de um negro nordestino que se aventurava numa cidade grande que não conhecia. Por lá teve ajuda do radialista Edson Mauro, que o apresentou a Adelzon Alves, que o levou para o produtor da Som Livre, João Mello que lhe deu a oportunidade de gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo: “Alegre Menina” (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela “Gabriela”; e “Calmaria e Vendaval” (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela “Fogo sobre Terra”. Mesmo assim o que ganhava não era o suficiente para se sustentar, foi como “crooner” por durante quatro anos de boates como “Number One” em Ipanema e “706” no Leblon que aumentava sua renda.

1975—1976: “Fato Consumado”, o abre-alas

Djavan começou a ficar conhecido a partir de conquistar o 2º lugar no Festival Abertura transmitido pela Rede Globo com a canção “Fato Consumado”, seu primeiro compacto chegou quatro meses depois, com as canções “E Que Deus Ajude “, “Um Dia”, “Rei do Mar” e “Fato Consumado”, a partir daí a Somlivre que o havia contratado somente para interpretar canções para integrarem trilhas de novelas da Rede Globo, começou a produzir seu primeiro álbum que trouxe o “carro-chefe”: “Flor de Lis” que se torna um grande hit nas rádios, produzido por Aloysio de Oliveira. O álbum ganhou o título de “A Voz, O Violão, A Música de Djavan” hoje no web site oficial de Djavan é apenas intitulado de “Djavan” tendo como subtítulo o título anterior. Além dos sucessos: “Flor de Lís” e “Fato Consumado”, o álbum mostra outras composições sob o gênero samba, MPB ou classificado até como pop brasileiro que ganharam reconhecimento entre críticos e fãs: “Maria das Mercedes”, “Embola Bola”, “Para-Raio”, “E Que Deus Ajude”, etc (na maioria das vezes as letras falam sobre um cotidiano amoroso ou fatos da vida de Djavan antes de se tornar artista).

1977—1979: “Cara de Índio”

Depois de algum tempo fez shows solos por durante três meses para a boate 706, posteriormente sairia da Somlivre integrando-se a Odeon. Djavan grava seu segundo disco, de nome homônimo: Djavan lançado em 1978 , posteriormente recebe o subtítulo de “Cara de índio” (a primeira faixa do álbum). Além de “Cara de Índio” que retrata a cultura e a visão social dos índios brasileiros, o álbum possui a canção “Álibi” que em mesma época seria gravada por Maria Bethânia, se tornando um enorme sucesso no país, do qual seria faixa-título do álbum de maior sucesso da cantora: Álibi (sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma interprete feminina ultrapassou 1 milhão de cópias), entre outras canções seriam do mesmo álbum seriam regravadas: “Dupla Traição” por Nana Caymmi e “Samba Dobrado” por Elis Regina no Mountrez Jazz Festival. Djavan também grava um videoclipe da canção “Serrado” para o programa Fantástico da Rede Globo mesmo não estando mais na Somlivre a fazendo se tornar mais um sucesso do artista, entre outras canções significantes ao álbum está “Nereci” estando em variadas coletâneas internacionais, sendo classicada na maioria como uma canção dancante.

1980: “Meu Bem Querer” e outras

Ainda na Odeon, em 1980 Djavan lança seu terceiro álbum de estúdio: Alumbramento, o primeiro álbum de sua carreira que contem parcerias com outros compositores como Aldir Blanc (conhecido por trabalhar com o sambista João Bosco) é co-compositor de duas faixas, a primeira citada como significante para a crítica: “Tem Boi Na Linha” e a segunda “Aquele Um”; além de outras parcerias como com Cacaso (que trabalhou com compositores como Toquinho, Tom Jobim, Edu Lobo e Francis Hime) em “Lambada de Serpente”, há também no álbuns composições que não são de Djavan: “A Rosa” de Chico Buarque (com participação do próprio) e “Triste Baía de Guanabara” de Novelli e Cacaso. A canção “Meu Bem Querer” por entrar na trilha sonora da telenovela global: “Coração Alado” como tema da personagem Vívian interpretada por Vera Fischer, se tornou um dos maiores sucessos da carreira do cantor.

Entre as faixas do álbum lançadas como compacto estão “Lambada de Serpente” e “Meu Bem Querer”.

Em mesmo ano o cantor lança outro dos maiores sucesssores de sua carreira às rádios e também em compacto: “Faltando um Pedaço” que integraria seu próximo álbum de estúdio.

1981: O início das influências africanas: “Seduzir”

Depois de uma viagem de Djavan a cidade de Luanda na Angola, Djavan diz ter se inspirado na cultura africâna em muitas de suas composições, o álbum “Seduzir” avaliado pela allmusic com nota máxima, onde o crítico Alex Henderson compara as composições e estilo musical de Djavan aos do Beatles e Stevie Wonder, além de citar como significantes faixas como “Seduzir”, “Morena de Endoidecer”, “Jogral” e “Faltando um Pedaço”.

Nesta época, artista, público e crítica comoeçam a reconhecer Djavan como compositor, do qual Nana Caymmi viria a regravar Dupla Traição e Roberto Carlos A Ilha, além da cantora Gal Costa que grava a canção Açaí e regrava Faltando um Pedaço.

Em 1981 ele recebe o prêmio de melhor compositor da Associação Paulista deos Críticos de Arte, do qual ele ganharia novamente em 1982.

1982—1983: “Luz” e o reconhecimento internacional

Djavan começa a se tornar cada vez mais um dos compositores mais conhecidos do Brasil, o fato faz com que o artista seja reconhecido também no exterior, principalmente por artistas e críticas, ao entrar para CBS (atual Sony Music) Djavan grava o álbum Luz, que tem a participação de Stevie Wonder na canção Samurai de seu álbum: “Luz”, além de outros imensos sucessos como Sina, Pétala e Açaí, além de outras por reconhecimento do público como Capim e Luz.

O reconhecimento artístico de Djavan pelo público, transformam, de apresentações que passaram de teatros a ginásios e os discos que saltaram de 40 mil para 350 mil cópias.

Ainda nesta época, Djavan se dedica a carreira de ator, no filme Para Viver um Grande Amor, filme de Miguel Faria Jr., no qual Djavan interpreta um mendigo apaixonado que se apaixona pela moça rica, interpretada por Patrícia Pillar. Djavan também produziu e compos juntamente com Chico Buarque para a Para Viver um Grande Amor.

Em 1983 participou do maior hit, “Superfantástico”, do grupo infantil de grande sucesso “Turma do Balão Mágico”.

1984—1987: “Lilás”, “Meu Lado” e “Não É Azul, mas É Mar”

Djavan lança um novo álbum depois de seu reconhecimento artístico: Lilás, que foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras em seu dia de estreia, o álbum ainda produz outro grande sucesso para as rádios: Esquinas, o álbum ainda produz pequenos sucessos como Infinito e Obi . A carreira de Djavan também estabiliza no exterior, graças a reverências de Quincy Jones (editor de alguma de suas músicas) e vários shows realizados, em 1985 é lançada uma compilação do repertório dos álbuns Luz e Lilás nos EUA.

Em 1986, Djavan lança o álbum Meu Lado, gravado inteiramente no Brasil (diferentemente de seus dois álbuns anteriores, gravados em Los Angeles), onde se vês gêneros e estilos musicais como xote, balada, samba e valsa, onde lançam-se sucessos como Topázio, já gravado anteriormente por Gal Costa no álbum Profana e Segredo, além de pequenos sucessos por fãs como Romance, Beiral e Quase de Manhã.

Em 1987, Djavan lança Não É Azul, Mas É Mar, lançado no exterior como Bird of Paradise, possui as primeiras canções em inglês de Djavan, Stephe’s Kingdom (com participação de Stevie Wonder, Bird of Paradise e Miss Sussana.

No Brasil o álbum produz os menores sucessos da carreira do cantor, o maior deles é Dou-Não-Dou, incluído na trilha da novela Mandala, além de outros como Soweto e Me Leve.

Anos 2000

As composições de Djavan já foram gravadas por All Jareau, Carmem McRae, The Manhattan Transfer, etc, e no Brasil por Gal Costa, Dominguinhos, Jane Duboc, Os Paralamas do Sucesso, Simone, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Dori Caymmi, Rosa Passos, Daniela Mercury, Chico Buarque, Chico César, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Leila Pinheiro, Luciana Mello, Ed Motta, Beth Carvalho, Joyce, João Donato, Johnny Alf, Leila Pinheiro, Lenine, Elba Ramalho, João Bosco, Leny Andrade, Banda Eva, entre outros.

Seu álbum duplo gravado ao vivo, Djavan Ao Vivo, vendeu 1,2 milhões de cópias e sua canção “Acelerou” foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino. No ano 2000, Djavan recebeu os Prêmios Multishow de melhor cantor, melhor show e melhor CD. Seu álbum Matizes foi lançado em 2007 e ele partiu em turnê pelo Brasil para promovê-lo.

As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas “cores”. Djavan retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas que nenhum outro compositor consegue nem mesmo ousar. As músicas de Djavan são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje Djavan é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada.

Djavan é pai dos cantores Flávia Virgínia e Max Viana (que também é guitarrista e faz parte de sua banda) e do músico João Viana, que além de tocar com Djavan, fez parte das bandas de Cássia Eller e Nando Reis.

Discografia

1976 – Djavan (A voz – o violão – a música de Djavan)
1978 – Djavan
1980 – Alumbramento
1981 – Seduzir
1982 – Luz
1984 – Lilás
1986 – Meu Lado
1987 – Não É Azul, Mas É Mar
1989 – Oceano
1992 – Coisa de Acender
1994 – Novena
1996 – Malásia
1998 – Bicho Solto
1999 – Djavan Ao Vivo
2001 – Milagreiro
2004 – Vaidade
2005 – Na pista etc
2007 – Matizes
2010 – Ária

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