Raízes Aéreas

Bee Gees

In Música pelo mundo on 17 de junho de 2010 at 1:27

Os Bee Gees são uma banda pop do Reino Unido, formada por três irmãos, o mais velho Barry Gibb, e os gêmeos Robin e Maurice Gibb. Fazem sucesso desde 1966, sendo um dos quatro artistas que mais venderam discos no mundo em todos os tempos. Passaram por diversos ritmos musicais, do rock psicodélico às baladas, passando pelo country e country rock, pelo rock, pela música disco, pelo R&B,pela música Romântica, terminando no pop rock moderno. Vendendo mais de 280 milhões de discos em todo mundo.Sendo incluídos no Hall da fama de grupos vocais, no Hall da Fama do Rock and Roll,no Hall da fama dos Compositores e ganhando no total nove prêmios Grammys.O álbum “Saturday Night Fever” é a trilha sonora mais vendida de todos os tempos e o segundo álbum mais vendido da história, recorde batido apenas pelo álbum “Thriller” de Michael Jackson. São os artistas que mais colocaram músicas em Filmes e Telenovelas no mundo todo,”How Deep Is Your Love?”,”I Started a Joke”,”Words”,”Massachusetts”,”First of May”,”Night Fever”,entre muitas outras são algumas delas. São considerados uma das maiores bandas de todos os tempos e o trio mais duradouro da história da música mundial, entre outros recordes.Possuem mais de mil músicas compostas.

De 1945 a 1960 – nascimento e iniciação no mundo da música

O grupo é formado por três irmãos, filhos de dois músicos regionais ingleses, Hugh Gibb e Barbara Pass, pais de mais duas crianças. Primeiro, o casal teve uma filha Lesley Barbara Gibb, nascida em 1945 em Manchester. Depois a família se mudou para Douglas, na Ilha de Man. Lá nasceram os três integrantes dos Bee Gees: Barry Alan Crompton Gibb, em 1 de setembro de 1946; Robin Hugh Gibb e Maurice Ernest Gibb, gêmeos, em 22 de dezembro de 1949 e depois tiveram Andrew Roy Gibb, nascido em 1958, o filho mais novo.

A família viveu em Douglas até 1955, quando voltaram a Manchester, vivendo na localidade de Keppel Road. Em 1956, os pais Gibb descobriram o talento musical dos irmãos. Barry Gibb ganhou uma guitarra, e seu pai lhe ensinou a tocar na afinação havaiana. Enquanto isso, a harmonia natural nas vozes de Robin e Maurice era incentivada pelos pais. Então, os irmãos começaram a cantar nas ruas para conseguir uns trocados.

Em dezembro de 1957, Lesley ganhara um disco como presente de Natal. Os irmãos decidiram então, como sempre faziam, cantar por cima dele quando fossem se apresentar no cinema Gaumont, mas no caminho até o lugar da apresentação Maurice tropeçou e deixou o disco cair, deixando-o em pedaços. Desta forma, os irmãos tiveram que cantar a cappella. Começava então a carreira dos irmãos.

Em março de 1958, nasce o último filho de Hugh e Barbara Gibb: Andrew Roy Gibb que, futuramente, também iria ingressar no mundo da música, entretanto não como um Bee Gee. Ainda em 1958, mas em agosto, o clã emigrou para a Austrália, vivendo na cidade de Brisbane. Lá começaram a tocar em clubes noturnos, com relativa audiência.

Até ali, o grupo ainda não tinha nome fixo. Primeiramente, adotaram alguns nomes como The Blue Cats e The Rattlesnakes que, entretanto, não vingaram. Mas em 1959, um DJ sugeriu-lhes o nome de “Bee Gees”, já que em sua opinião havia muitos Bs e Gs na vida deles (por exemplo: Barbara Gibb, a mãe deles; Barry Gibb, um deles; Bill Gates, esse DJ; Brothers Gibb, em inglês, “irmãos Gibb”; e por aí vai). Mais tarde, em 1966, decidiram que Bee Gees iria ficar por “Brothers Gibb”.

Em 1959 começam a tocar em programas de televisão, tendo cada vez mais sucesso entre o povo australiano.

De 1961 a 1970 – o início da carreira profissional

Em 1961, Barry acaba os estudos, e a família se muda para a área de Surfers Paradise, gastando bom tempo, entre 1961 e 1962 se apresentando em tantos hotéis e clubes quanto podiam. Em setembro de 1962, os Bee Gees participaram de uma audição com Col Joye, grande artista australiano da época, e seu irmão e empresário Kevin Jacobsen. Impressionado com o talento daquelas crianças, Kevin conseguiu uma grande apresentação para eles, junto do grande artista do momento, Chubby Checker, o que deu visibilidade e prestígio aos jovens.

Kevin conseguiu também com que os Bee Gees assinassem seu primeiro contrato musical com a maior gravadora de artistas independentes da Austrália, a Festival Records, sob a etiqueta Leedon, usando o nome Bee Gees. Inicialmente, quase chegaram a falir, mas com o sucesso “Wine and Women”, que chegou ao top 20 em 1965, puderam gravar seu primeiro disco, The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs, que trouxe cinco canções novas, mais nove antigas.

Em 1966, os Bee Gees lançaram Spicks and Specks, já pela etiqueta Spin, também da Festival Records. Num certo dia de 1966, voltando de um dos concertos da turnê, Barry Gibb e seu pai, Hugh Gibb, sofreram um acidente de carro. Lembra Robin Gibb que acabou-se espalhando em Sydney, não se sabe como nem por que, que os Bee Gees tinham sido assassinados. As estações de rádio chegaram até a tocar todas as canções da banda e a ler mensagens de condolências.

Em outubro de 1966, os Bee Gees decidiram que iriam retornar à Inglaterra. Então, Nat Kipner cancelou o contrato e deixou-os ir, reservando, entretanto, os direitos de publicação da obra da banda na Austrália durante os próximos anos. Em 3 de janeiro de 1967, eles partiram no navio Fairsky, chegando a Southampton três dias após. Os Bee Gees tocavam em troca das passagens. Aliás, foi no navio que souberam que a canção “Spicks and Specks”, single do segundo disco, chegara ao topo das paradas australianas.

Logo que os Bee Gees cancelaram o contrato, já começaram a procurar uma nova editora. Conta a história que, em novembro, Hugh Gibb mandou, otimista, para a NEMS, a produtora dos Beatles, um pacote com artigos da imprensa e dois discos dos Bee Gees, Spicks and Specks e um outro com outras gravações, esperando algum tipo de contrato. Enquanto os Bee Gees viajavam de volta para a Inglaterra, foi trocado o diretor da NEMS, entrando o australiano Robert Stigwood. O pacote que Hugh mandou naturalmente ficou numa pilha com muitos outros pacotes de outras centenas de grupos com o mesmo sonho. Entretanto, Robert, por ser australiano e ao ver um pacote vindo da Austrália, decidiu ouvir o disco da banda e gostou do que ouviu. Mas mal sabiam os Bee Gees que eles já estavam sendo considerados por uma relativamente pequena gravadora inglesa, a Polydor, subsidiária da grande gravadora alemã homônima, e que até fez contatos com a Festival Records para lançar o material dos Bee Gees na Inglaterra e, se fizesse sucesso, levá-los em uma turnê. Quando os Bee Gees chegaram na Inglaterra, começaram a bater de escritório em escritório de gravadora atrás de contrato. Quando apareceram na Polydor, o diretor Ronald Rennie ficou interessado e contactou seu velho amigo Stigwood, para empresariá-los. Stigwood falou então com Hugh Gibb e depois os irmãos fizeram um teste. Passando, assinaram contrato com a Robert Stigwood Organisation em 24 de fevereiro. No mesmo dia foi lançado Spicks and Specks na Europa, sob aquele acordo da Festival Records com a Polydor.

Durante o tempo que passaram na Austrália, dois amigos começaram a ajudar a banda como apoio: eram Colin Petersen e Vince Melouney. Na Inglaterra, eles entraram como membros permanentes da banda.

O primeiro single mundial da banda, lançado já pela Polydor, foi “New York Mining Disaster 1941” em abril de 1967. Lançado de maneira inusitada, representou um verdadeiro golpe de marketing: o artista vinha escrito como “Be…es”, levando as pessoas a pensarem que era uma nova música dos Beatles. As pessoas compravam, acabavam gostando e depois descobriam que, em vez dos Beatles, eram os Bee Gees. Mas a canção que realmente lançou o trio ao estrelato foi “Massachusetts”, de novembro de 1967, que foi o primeiro single a chegar ao topo das paradas mundiais, em mais de dez países.

Até o fim dos anos 1960, os Bee Gees formaram um quinteto de rock, com influências do country e do soul e letras românticas. Com essas características, conseguiram outros sucessos: “To Love Somebody”, em 1967, “Words” e “I’ve Gotta Get a Message to You ‎ ” em 1968, além de “I Started a Joke”, a primeira canção dos Bee Gees a chegar no primeiro lugar no Brasil, em 1968.

No fim de 1968, os Bee Gees gravaram o álbum Odessa, lançado em 1969 contando com os singles First Of may e Melody Fair e que culminou na trágica separação do grupo, com a saída de Vince Melouney, no fim de 1968, e a de Robin, em março de 1969. Colin Petersen ainda gravou algumas canções com Barry e Maurice mas só permaneceu até agosto de 1969, quando foi despedido, sendo substituído por Geoff Bridgeford. Ainda em 1969, Robin gravou seu primeiro disco solo, que lançaria em 1970, com o sucesso Saved By the Bell. Barry e Maurice continuaram e gravaram como Bee Gees até dezembro de 1969, e o álbum resultante dessas gravações foi Cucumber Castle, com o single Don’t Forget to Remember lançado em abril de 1970.

Os Bee Gees começaram o ano de 1970 sem existir, sendo que cada um dos irmãos gravou um disco a ser lançado em 1970. Entretanto, aos poucos o grupo voltou a gravar junto, e os projetos solo foram largados de lado. Após a reaproximação, os irmãos não perderam tempo e lançaram 2 Years On, que só tem três faixas compostas pelos três Gibb’s, mas que incluia o grande sucesso Lonely Days, uma música reflexiva do período em que ficaram separados.

De 1971 a 1980 – quase falência, ressurgimento e auge

Em 1971, a banda teve seu primeiro grande sucesso nos Estados Unidos: a balada “How Can You Mend a Broken Heart?”, primeiro lugar na maior parte das paradas do continente e a terceira mais ouvida no Brasil em 1971. No ano seguinte foi a vez de “Run to Me” tocar na Europa. Mas a banda decaía. Os Bee Gees continuavam com esse ritmo de rock sessentista, que nessa época estava ficando fora de moda com o fim dos Beatles. Evoluindo do Funk e Soul norte-americanos a música disco estava entrando em ascensão no mainstream dos anos 70.Em 1973, lançaram o disco Life in a Tin Can, com fortes influências da música country. O resultado foi uma vendagem irrisória, nível de sucesso perto do nulo, quase-falência. Os Bee Gees gravaram então outro álbum, A Kick in the Head is Worth Eight in the Pants, em que voltavam àquele rock dos anos 1960. Acabou sendo rejeitado pela gravadora pela baixa vendagem de Life in a Tin Can e do single “Wouldn’t I Be Someone”. Mesmo assim, em 1974 no Brasil, os singles Elisa e It Doesn’t Matter Much To Me ficaram bem populares.

Ainda em 1973, eles foram para os Estados Unidos. Lá contrataram o produtor Arif Mardin, em substituição a Robert Stigwood. Mardin mostrou-lhes a tendência do momento. Então os Bee Gees lançaram, em 1974, o disco Mr. Natural, que tem uma levada mais soul. Entretanto, com toda a decadência que os Bee Gees tinham sofrido, o disco foi praticamente esquecido pela mídia, sendo o menos vendido da banda.

Em 1975, foi lançado Main Course, contendo os sucessos “Jive Talkin”, “Nights on Broadway” e “Fanny (Be Tender with My Love)”. Nessa época, KC and the Sunshine Band fazia sucesso com “That’s the Way (I like It)”, o primeiro grande sucesso da música disco. Os Bee Gees então decidiram embarcar nesse estilo. No ano seguinte, eles lançaram Children of the World, o primeiro álbum Disco da banda, que continha a balada “Love So Right” e o hit “You Should Be Dancing”, um clássico do gênero.

Depois de lançarem um disco ao vivo, foram convidados a participar da trilha sonora do filme Os Embalos de Sábado à Noite, que na época bateu todos os recordes de vendagem (até hoje é um best-seller, já vendeu mais de 50 milhões de cópias, só ficando atrás de Thriller, de Michael Jackson). “Stayin’ Alive”, “How Deep Is Your Love?” e “Night Fever” alcançaram o primeiro lugar em vários países, no auge da era disco. “More than a Woman”, de mesmo álbum, ainda alcançou 7º lugar na Itália. O grupo também assinou a faixa “If I Can’t Have You”, sucesso na voz de Yvonne Elliman, e a balada “Emotion”, sucesso interpretado pela cantora australiana Samantha Sang.

Era mesmo o ano dos irmãos Gibb. Barry ainda compôs em 1978 a faixa-título do filme musical Grease – Nos Tempos da Brilhantina, essa interpretada por Frankie Valli. Os Bee Gees ainda arrumaram tempo para participar do filme musical Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, baseado no álbum homônimo dos Beatles.

Andy Gibb, o caçula da família Gibb, nunca quis fazer parte dos Bee Gees, mesmo tendo sido chamado várias vezes. Ele tentou a carreira solo, alcançando grande sucesso entre 1978 e 1980, com vários primeiros lugares nas paradas. Músicas como “I Just Wanna Be Your Everything” e “Shadow Dancing” fizeram muito sucesso na época, ambas compostas pelos Brothers Gibb, cujas vozes também estão presentes nas versões originais, com voz principal de Andy Gibb. Seus discos foram produzidos por Barry Gibb, o irmão mais velho.

Em 1979, os Bee Gees lançaram o Albúm Spirits Having Flown onde mostraram sua força e emplacaram vários sucessos, como “Tragedy” e “Too Much Heaven”, que foram bastante executadas nas rádios. O álbum vendeu mais de 30 milhões de cópias (até hoje) e a turnê Spirits foi grandiosa, percorrendo cerca de sessenta lugares nos EUA. Além disso, o álbúm trouxe a música “Love You Inside Out” que foi a última música a ocupar o primeiro lugar nas paradas do EUA.

Os irmãos terminaram a década de 1970 como artistas consagrados. Dando uma pausa na carreira, decidiram trabalhar como produtores para outros artistas. Assim, se dividiram em dois grupos, contudo sem deixar de comporem juntos, para produzirem discos a serem lançados em 1980. Robin Gibb e Blue Weaver produziram o disco Sunrise para Jimmy Ruffin. Em contrapartida, Barry Gibb, Karl Richardson e Albhy Galuten produziram After Dark para Andy Gibb e Guilty para Barbra Streisand. Nenhum dos discos produzidos fez sucesso, excetuando-se o produzido para Barbra Streisand, que vendeu mais de vinte milhões de cópias no mundo inteiro.

De 1981 a 1990 – Um ‘brake’ e a volta

Em 1981, os Bee Gees decidiram lançar mais um disco: Living Eyes, com singles como o pop/rock He’s A Liar, a baladas Paradise e I Still Love You, mas fracassou devido ao pouco apoio das rádios, que já estavam saturadas de músicas dos Gibb nas paradas de sucesso, e começaram a promover outro ritmo emergente, o punk rock. Após isto, os irmãos decidiram se separar, mas antes gravaram mais canções, a serem lançadas na trilha de Os Embalos de Sábado Continuam, como o hit single The Woman In You e a balada Someone Belongin To Someone.

Em meados dos anos 1980, as equipes começaram a desenvolver diversos trabalhos. A equipe de Robin e Maurice se concentrou em álbuns solos de Robin. Já a equipe liderada por Barry buscou a produção musical para outros artistas. As tentativas solo renderam certo sucesso que, porém, ficou restrito à Europa, Japão e América Latina. Baladas como “Juliet” (trabalho de Robin Gibb, de 1983), “Shine Shine” (Barry Gibb, de 1984) e “Like a Fool” (Robin Gibb, de 1985) nunca estouraram nos Estados Unidos, mas são conhecidas mundialmente. Já outras canções como “Hold Her in Your Hand” (Maurice Gibb, de 1984), “Fine Line” (Barry Gibb, de 1984) e “Toys” (Robin Gibb, de 1986) ficaram bem apagadas, sem estourar em quase nenhuma parte do mundo.

As investidas das equipes como produtores e compositores renderam trabalhos para Dionne Warwick (1982), Kenny Rogers (1983), Diana Ross (1985) e Carola (1986). Para Dionne Warwick, a equipe de Barry produziu Heartbreaker, que tornou-se um dos melhores discos da cantora, com destaques para a faixa-título, “All The Love In The World” e “Yours”. Para Kenny Rogers, foi produzido Eyes That See in The Dark, que gerou sucessos como “Islands in the Stream” e “You and I”. Para Diana Ross, foi feito o álbum Eaten Alive, do qual foram destaques as faixas “Eaten Alive”, que conta com a participaçao de Michael Jackson nos backin’s vocals e teclados, “Chain Reaction” e “Experience”. Já para Carola Häggkvist, numa das únicas reuniões para produção para outros artistas da equipe de Robin Gibb e Maurice Gibb, brotou o disco Runaway, sucesso absoluto com “The Runaway” e “Radiate” na Suécia (país natal da cantora), e que rendeu a ela dois discos de platina.

Em 1985, os Bee Gees começaram a se reaproximar. Começaram a recompor juntos. Desse começo de reaproximação surgem canções como “Toys”, de 1986. Mas ainda não era a volta dos Bee Gees. Houve ainda algumas investidas em direção a produção para outros artistas e projetos solo, até que em outubro de 1986, os Bee Gees assinam com a Warner, voltando então a trabalhar juntos. Em 1987, lançaram o álbum E.S.P, que os devolveu ao primeiro lugar em boa parte do mundo, mas não na América, com o sucesso “You Win Again”. Em 1988 os Bee Gees participaram do Prince’s Trust gravado no Albert Hall em Londres, interpretando os sucessos You Win Again e Jive Talkin’ ao lado de artistas consagrados como Phil Collins, Brian May e Midge Ure, e participaram do Nelson Mandela’s Tribute. Barry produziu a trilha sonora do filme Hanwks, gerando praticamente mais um album solo, mas com composiçoes de todos os Gibb’s. No mesmo ano a família sofreu um abalo com a morte de Andy Gibb, que sofria de uma problema cardíaco agravado após anos de uso de drogas e álcool. Mesmo assim, o álbum seguinte, One (1989) foi lançado em sua homenagem, e conseguiu popularidade na América com os singles One, Ordinary Lives e Wish You Were Here (em português: “Eu Queria que Você Estivesse Aqui,homenagem ao irmão falecido no ano anterior), ficando no top 10 por quase um ano, e originando a turnê One For All, que percorreu Europa e Ásia e que foi registrada em VHS (lançado em DVD posteriormente).

De 1991 a 2000 – Anos de mais sucessos e premiações

Outros singles e álbuns foram lançados nos anos 1990, repetindo sucesso localizado na Europa, Ásia e América Latina. Em 1991, é lançado o álbum “High Civilization”, com grande sucesso na Alemanha, e mais alguns países da Europa, lançando o hit single “Secret Love”, alem de singles como “When He’s Gone” e a poderosa balada “The Only Love”. Esse sucesso “concentrado” na Europa Ocidental resultou na turnê “High Civilization Tour” no mesmo ano. Em 1993, mais um álbum é lançado…”Size Isn’t Everything”, com singles como “Payin’ The Price Of Love”, “Blue Island”, e a poderosa balada “For Whom The Bell Tolls” até hoje muito tocada nas rádios. Foram lançados mais 2 singles no ano posterior…”How To Fall In Love pt.1″ e “Kiss Of Life”. Nessa mesma época foi planejado uma turne nomeada de Full Size, para promover seu mais recente album. Porem a idéia foi descartada por problemas fisicos de Barry, que impossibilitou de viajar. Para suprir a falta de turne, o canal Vh1 apresentou um show especial dos Bee Gees, entitulado Center Stage que foi gravado em 1993 e foi apresentado em todos os paises onde o canal era transmitido. De 1994 a 1997, muitas composições nasceram, e resultaram no álbum seguinte “Still Waters” lançado em 1997, e um dos álbuns mais vendidos desde “Saturday Night Fever”. Com “Alone” voltaram ao topo das paradas nos Estados Unidos depois de muitos anos, ganhando disco duplo de platina. Outro single de muito sucesso do álbum foi a poderosa balada “I Could Not Love You More”, que pouco foi tocada ao vivo, mas que pode ser encontrada no Acústico “Storytellers”, não lançado oficialmente.

Neste mesmo ano de 1997, os irmãos lançaram um documentário sobre sua carreira chamado “Keppel Road” (Contendo clipes do álbum Still Waters) e começaram sua grande turnê “One Night Only” pelo mundo todo (em média, um show por continente) que durou até 1999, tocando seus maiores sucessos e divulgando o álbum “Still Waters” pelo mundo através de músicas como “Alone”, “Closer Than Close” e “Still Waters Run Deep”. Um desses shows, realizado no luxuoso hotel “MGM Grand Las Vegas”, foi lançado em DVD e CD no ano seguinte, contendo essas músicas também. Os Bee Gees também compuseram, cantaram e produziram um mega hit de Celine Dion, “Immortality”, que permaneceu durante um ano nas paradas de todo mundo. Em 1998, foi realizado o show “An Audience With The Bee Gees”, também não lançado oficialmente, com a setlist bem parecida com a do DVD, onde foram entrevistados pela platéia e tocaram também sucessos como “You Win Again” e “Chain Reaction”. Essa Década foi também um período de muitas premiações, tais como a indicaçao para o Songwriters Hall Of Fame (Hall Da Fama dos compositores) em 1994 e a indicaçao para o Rock N’ Roll Hall Of Fame em 1997, entre mais de 10 outros premios.

De 2001 a 2009 – fim do grupo e trabalhos solo

Em 2001, lançaram o que foi o seu último álbum, This Is Where I Came In, um álbum pop rock, em que se destaca a canção/título “This Is Where I Came In”, “Wedding Day”, “Sacred Trust” e “Man In The Middle”, álbum que também teve repercussão localizada em países diferentes: sucesso na Europa, frieza na América, estouro na Ásia.Gravaram no mesmo ano o Dvd Live By Request e um documentário em Dvd completo sobre a vida deles, tendo o mesmo nome de seu último álbum This Is Where I Came In. Depois, os Bee Gees decidiram dar um tempo. Em 2002, Robin Gibb começa a gravar seu quinto álbum solo. Entretanto, uma tragédia acontece em 12 de Janeiro de 2003: de ataque cardíaco, morre Maurice Gibb; curiosamente sua irmã Leslie faz aniversário nesse dia. Maurice tinha a fama de ser o mediador entre as mentes conflitantes de Barry e Robin. Estes então anunciaram o fim do grupo, no dia 22. Durante sua carreira, os Bee Gees ganharam sete prêmios Grammy e foram incluídos no Songwriters Hall of Fame (Hall da Fama dos Compositores) e, em 1997, no Hall da Fama do Rock and Roll.

Os irmãos continuaram seu trabalho de forma solo. E, mesmo com a morte do irmão, Robin lançou um disco solo em 2003, o álbum Magnet, que vem com diversas baladas modernas, e que chegou a ser bem difundido na Europa com o single Please. No mesmo ano a musica Wedding Day, integrou a trilha sonora do filme Até Que Os Parentes Nos Separem(The In Laws), com Michael Douglas. Robin trabalhou no ano seguinte com Alistair Griffin na releitura de My Lover’s Prayer, do álbum Still waters de 1997, e em 2005, com o G4 na releitura de First Of May. Produziu o single de lançamento de uma das ex-integrantes da banda Atomic Kitten, com sucesso estrondoso na Inglaterra e Europa. Entre 2004 e 2006 saiu em turnê pelo mundo, turnê esta que foi chamada Magnetic Tour, da qual um dos concertos foi registrado em CD e DVD e lançado em 2005.

Em 2004 os irmãos Gibb receberam o título Doutor Honoris Causa da Universidade de Manchester e a Comenda de Cavaleiros do Império Britânico, em Londres. Barry trabalhou compondo e produzindo para Cliff Richard, em 2004, e para Barbra Streisand, em 2005, revivendo o sucesso de 1980. O álbum Guilty Pleasures, produzido para ela, foi bem visto em todo o mundo e icluia os singles Come Tommorow em dueto com Barry e Stranger in The Strange Land. Ainda em 2005, a dupla relançou o album Guilty, como ediçao especial de 25 anos, com Cd e DVD, o que fez com que Barry aparecesse na mídia mais uma vez.

Em 2006, os irmãos se reuniram para uma apresentação beneficente em Miami e para o Prince’s Trust em Londres. Receberam no mesmo ano um prêmio da Academia Britânica da Música. Mas nada disso é fonte de união dos irmãos. No mesmo ano, a dupla assina com a Reprise Records, que começa a relançar um a um os álbuns da banda. Seguindo solo, Barry começa a lançar várias músicas no iTunes: lança seus novos singles “Doctor Mann” e “Underworld” e as demos dos álbuns produzidos por ele na década de 1980 — The Guilty Demos, The Heartbreaker Demos, The Eyes That See in the Dark Demos e The Eaten Alive Demos. Robin lança, em novembro, seu último álbum: My Favourite Christmas Carols, que contém vários hinos natalinos mais a faixa “Mother of Love”, sua mais nova composição.

Em 2007, Barry e Robin gravaram um documentário sobre a repercussão de suas músicas no filme Saturday Night Fever, lançado em DVD no mesmo ano, em comemoração aos 30 anos de lançamento do filme. Já Barry lançou em 2007 seu single country Drown on the River, que esteve na trilha do filme Deal, no Brasil o filme foi nomeado de Negócios e Trapaças.

Em 2008, Robin segue em sua carreira solo se apresentando em vários países cantando sucessos dos Bee Gees e de sua carreira solo, e lançou quatro singles em 2008: Alan Freeman Days, Wing and a Prayer, Ellan Vannin e Stayin’ Alive, esse último em dueto com a cantora russa Valeryia. Enquanto isto, Barry participou do novo álbum de Olivia Newton-John, na música The Heart Knows e participou do single da cantora Jamie Jo, U Turn Me On.

2009 – Anúncio da volta aos palcos

Robin preparou seu novo álbum solo 50 St Catherine’s Drive, porem ate agora sem novidades de lançamento e em março de 2009 participou da nova versão da música Islands in the Stream, junto com Tom Jones e a dupla country Byrns & Nessa, alcançando mais uma vez o primeiro lugar nas paradas inglesas, tornando os Gibb’s os únicos compositores a ter pelo menos uma música no topo das paradas em 5 décadas distintas (60s, 70s, 80s, 90s e 2000s). Barry estava preparando ainda em seu 3º álbum solo, com lançamento previsto para 2009, o que tambem nao ocorreu, talvez pelo retorno dos Bee Gees. Tudo indicava que um álbum country estava a caminho. Constantemente Barry participa de chats com fans em seu site oficial e recentemente se apresentou no Love and Hope Ball, interpretando os sucessos dos Bee Gees, com participações de Olivia Newton-John e seu filho Steve Gibb. Em março de 2009, Barry se apresentou no Sound Relief em Sidney, na Austrália, interpretando os grandes sucessos dos Bee Gees, novamente ao lado de Olivia Newton-John, show que ainda conta com apresentações de vários artistas como a banda Coldplay. O show deve ser lançado em breve em DVD.

As esperanças sobre uma volta do grupo começaram em 2009, com Robin e Barry trabalhando conjuntamente em um musical dos Bee Gees a ser lançado e, em julho, participando de uma homenagem feita pela Rhino em comemoração aos 50 anos de carreira na Inglaterra. Além disso, eles fizeram uma apresentação juntos, sob o nome de Bee Gees, tocando seus maiores sucessos em Manchester, Inglaterra. Robin, então, deu uma entrevista à rádio britânica BBC revelando que é a volta definitiva dos Bee Gees aos palcos, dizendo que ele e Barry já estão se preparando para uma grande turnê.

Ainda em 2009, os irmãos decidiram lançar duas coletâneas. A primeira, Ultimate Bee Gees: The 50th Anniversary Collection traz dois discos, um de músicas dançantes e outro de românticas, todas sucessos da carreira da banda. A edição de luxo traz ainda um DVD com clipes da banda totalmente remasterizado, iniciativa inédita do grupo. A outra, Mythology, estava planejada para ser lançada junto com a primeira, no dia 3 de novembro de 2009, mas foi adiada para 2010; ela traz quatro discos, cada um contendo músicas interpretadas por cada irmão Gibb, inclusive Andy. A coletânea Mythology ainda conta com cançoes inéditas na voz de Andy Gibb e Maurice Gibb. Para a divulgaçao da coletânea Ultimate, os Bee Gees iniciaram no final de Outubro uma série de apresentaçãoes na televisao. É a primeira apresentaçao dos Bee Gees na mídia após 07 anos, excetuando a apresentaçao em 2006, no Prince’s Trust.

Bee Gees em 2010

No dia 15 de março de 2010, os Bee Gees induziram o grupo ABBA, no Rock and Roll Hall Of Fame. Um fato importante, pois alem de recolocar os Bee Gees na midia, apareceram ao lado de Anni-Frida e Benny Anderson, do ABBA.

E no dia 16 de março de 2010, Barry e Robin, agora como Bee Gees outra vez estiveram no Talk-Show Americano “Late Night With Jimmy Fallon” (mesmo ator que interpreta Barry no programa de comédia americano “Barry Gibb Talk Show”) onde falaram da volta dos Bee Gees e da coletanea Mythology prevista para Dezembro desse ano. Ainda no programa os ‘Bee Gees’ cantaram “Nights on Broadway” acapella. Robin revelou em seu site, que o novo documentario sobre a vida e obra dos Bee Gees, pode ser lançado na mesma época do Mythology. Robin esteve no World Music Awards 2010, para entragar um prêmio a Andrea Bocelli e no dia 26 de maio, os Bee Gees fizeram uma aparição surpresa na final do reality show American Idol, interpretando seu grande sucesso How Deep Is Your Love.

Integrantes

Oficiais
Barry Alan Crompton Gibb – voz, vocal, guitarra e violão (1 de setembro de 1946)
Robin Hugh Gibb – voz,vocal e órgão (22 de dezembro de 1949)
Maurice Ernest Gibb – voz, vocal, Piano, Guitarra, teclado (sintetizadores), Baixo, Violão, órgão, contra-baixo, percussão,violino (22 de dezembro de 1949 – 12 de janeiro de 2003)

Bee Gees em 2012 – O Show Tem Que Continuar

Completamente recuperado de sua saúde, Robin Gibb voltou a ativa, se apresentando ao vivo em Fevereiro ao lado do grupo The Soldiers e disponibilizou na rádio sua nova canção: Don’t Cry Alone, que será lançada no album Titanic Requiem, em parceria com seu filho R.J. Gibb. Barry Gibb esteve de volta aos palcos no dia 21 de Fevereiro, em Miami, para seu “Primeiro Show Solo” nos Estados Unidos e apresentou os grandes hits dos Bee Gees. Como estava algum tempo sem se apresentar ao vivo, os ingressos esgotaram rapidamente e Barry recebeu ótimos elogios de sua performance. Havia projetos para os Bee Gees voltarem ainda nesse ano, mas a morte de Robin, no dia 19 de maio, impediu este sonho.

Álbuns

1965 – The Bee Gees Sing and Play 14 Barry Gibb Songs (AUS)
1966 – Spicks and Specks (AUS)
1967 – Bee Gees’ 1st.
1968 – Horizontal
1968 – Idea
1969 – Odessa
1970 – Cucumber Castle
1970 – 2 Years On
1971 – Trafalgar
1972 – To Whom It May Concern
1973 – Life in a Tin Can
1973 – A Kick in the Head is Worth Eight in the Pants (não lançado)
1974 – Mr. Natural
1975 – Main Course
1976 – Children of the World
1977 – Here at Last… Bee Gees… Live (ao vivo)
1977 – Saturday Night Fever (Trilha Sonora)
1979 – Spirits Having Flown
1981 – Living Eyes
1983 – Staying Alive (Trilha Sonora)
1987 – E.S.P
1989 – One
1991 – High Civilization
1993 – Size Isn’t Everything
1997 – Still Waters
1998 – One Night Only (ao vivo)
2001 – This Is Where I Came In

Fonte: Wikipédia.
Atualizado em 17/07/2014.

Vídeos

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Stayin' Alive
How Deep Is Your Love
Night Fever / More Than a Woman
Tragedy
You Should Be Dancing
You Win Again
Jive Talkin
To Love Somebody
Massachusetts
I Started A Joke

Fotos

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