Raízes Aéreas

Nirvana

In Música pelo mundo on 16 de maio de 2010 at 15:00

Nirvana foi uma banda de grunge fundada no ano de 1986 em Aberdeen, Estados Unidos, cidade vizinha a Seattle, que fazia parte do circuito underground, juntamente à cena de Portland.

Sua música foi inspirada no Punk Rock e no Rock Alternativo e foi chamada “Grunge” pela imprensa e meios de comunicação da época (termo que todas as bandas da época rejeitavam). O grupo se desfez em 1994 com a morte de seu líder, Kurt Cobain.

O Começo

Em 1984, Kurt fortalece a amizade com Krist Anthony Novoselic. Os dois se conheciam de vista da escola e de ensaios dos Melvins (banda muito conhecida no cenário local). Mas começam a se entrosar quando tocam juntos em alguns ensaios sem compromisso. Mesmo assim, Novoselic não se empolgou imensamente com a idéia de participar de uma banda com Kurt.

Em maio de 1985, abandona a escola um mês antes de se formar. Em dezembro, Kurt, finalmente leva em frente sua primeira banda e lhe dá o nome de Fecal Matter. Tocam com ele Dale Crover no baixo e Greg Hokanson na bateria. A primeira fita do Fecal Matter é registrada ainda naquele mês. Kurt e Crover viajam de Aberdeen a Seattle para usar o gravador de quatro canais de Mari, tia de Kurt. A banda iniciante também faz um pequeno show em Aberdeen, abrindo para os Melvins.

Em 1986, o Fecal Matter se desintegrava. Kurt continua brincando de rock em jams com vários colegas. Novoselic passa a ser um companheiro mais freqüente de ensaios, tocando seu baixo. O primeiro nome da banda é Stiff Woodies. Depois, para ganhar uns trocados em bares, eles atualmente com o nome de The Sellouts, fazendo covers de Creedence Clearwater Revival. Kurt toca bateria, Novoselic toca guitarra e canta, e um certo Steve Newman assume o baixo.

Em Janeiro de 1987, Aaron Burckhardt passa a ser o baterista fixo do trio que seguirá mudando de nome até 1988: Skid Row, Bliss, Throat Oyster, Pen Cap Chew e Windowpane. Em 17 de Abril, com o nome de Skid Row, o trio toca ao vivo na rádio comunitária KAOS, na Evergreen State College, em Olympia. A apresentação se transforma na primeira fita demo da banda. Em Outubro, Aaron é quicado da banda, que passa a ensaiar com Dale Crover, que integrava os Melvins. É uma solução breve, apenas para a gravação de uma fita demo decente em um estúdio de verdade. Em setembro, Kurt começa seu primeiro namoro firme com Tracy Marander. Ele vai morar com ela. De paixão, iam bem. Mas a falta de asseio e a ociosidade de Kurt começam a criar atritos.

Em 23 de Janeiro de 1988, Cobain, Novoselic e Crover gravam no Reciprocal Studios, em Seattle, com o produtor Jack Endino, que abriu o local em 1986. O trio sem nome definido grava dez músicas em seis horas. Naquela noite, a banda se apresentaria com o nome de Ted Ed Fred em Tacoma, cidade vizinha. Em Fevereiro, Jonathan Poneman, da Sub Pop, ouve a fita demo depois de um toque de Jack Endino e gosta. Marca uma conversa com Kurt Cobain em um café em Seattle. Os dois acertam a gravação de um compacto. Em março, a banda escolhe seu nome definitivo: Nirvana, que é usado pela primeira vez num show em Tacoma, com Dave Foster na bateria. Ele logo seria dispensado. Em maio, Chad Channing assume o posto de baterista definitivo. Em junho, o Nirvana grava músicas para seu primeiro compacto pela Sub Pop – “Love Buzz / Big Cheese” saiu em novembro.

O interesse por um álbum crescia – tanto pelo Nirvana, quanto pelos funcionários da Sub Pop. As sessões finais de gravação para o disco de estréia da banda aconteceram em dezembro de 1988. Em fevereiro de 1989, Jason Everman é escalado como segundo guitarrista da banda e faz sua estréia em um show na Universidade de Washington. Amigo de Chad Channing, Everman emprestou 600 dólares para pagar o tempo de estúdio das gravações de Bleach – a título de curiosidade, Jason nunca chegou a ser reembolsado. Embora não tocasse no disco, seu nome foi impresso na capa como membro da banda e segundo guitarrista. Em 15 de junho, o trabalho é finalmente lançado pela Sub Pop.

O disco que até hoje já vendeu mais de 10 milhões de cópias. Foi o maior sucesso da banda, as músicas Smells Like Teen Spirit, Come As You Are foram tocadas até a exaustão… A MTV descobre a banda e é elevada à décima potência… Se tornou uma grande banda, mas por vezes ficava nas manias e humores de kurt…

Casamento

Courtney Love viu Kurt, pela primeira vez, durante um show do Nirvana em Portland, estado de Oregon, no ano de 1989. Os dois tiveram uma rápida conversa naquela noite e Love logo desenvolveu uma queda pelo cantor. De acordo com o jornalista Everett True, os dois foram formalmente apresentados apenas em maio de 1991, em Los Angeles, durante um concerto das bandas L7 e Butthole Surfers]. Nas semanas que se seguiram, depois de descobrir através de Dave Grohl que Cobain também sentia-se atraído por Courtney, ela começou a persegui-lo. Mais algumas semanas e os dois se viram saindo juntos, o que começou no outono de 1991.

O namoro resultou na gravidez de Courtney, que descobriu estar esperando um bebê de Kurt em janeiro de 1992. Logo o casal decidiu se casar, cerimônia que aconteceu em 24 de fevereiro de 1992, na Praia de Waikiki, no Havaí. Na época, Kurt disse à Sassy durante uma entrevista: “Nos últimos dois meses me tornei noivo e minhas atitudes mudaram radicalmente. Não acreditava no quanto estava feliz. Muitas vezes nem me tocava que estava numa banda em plena atividade, de tanto que eu estava cegamente apaixonado. Sei que isso parece meio constrangedor, mas é verdade. Poderia abandonar a banda bem agora. Isso não importa, mas estou sob contrato.”

Vício nas Drogas

Praticamente do começo ao fim de sua vida, lutou contra a depressão, bronquite crônica e uma intensa dor estomacal nunca diagnosticada corretamente. Este seu último problema parecia associado ao seu bem-estar emocional, apesar das inúmeras tentativas que Kurt fez para descobrir sua causa verdadeira – nenhum dos médicos consultados foi capaz de especificar com precisão a causa dessa sua forte dor. Muitos sugeriram que o problema era resultado da escoliose que Cobain teve durante a infância, que estava relacionada com o forte stress durante as apresentações, somado ao peso da guitarra, que Kurt carregava nos ombros durante ensaios, gravações e apresentações.

Certamente, seu problema com as drogas foi o maior de todos os problemas que Kurt enfrentara na vida. Seu vício dramático, especial e praticamente pela heroína, foi um dos principais fatores, senão o principal, que o levou a optar por tirar sua própria vida, naquele abril de 1994. Kurt começou a experimentar drogas na oitava série, em 1980, quando passou a fumar maconha e a tomar LSD. Ele fumava baseados nas festas, depois com os amigos e, por fim, sozinho e diariamente. Quando chegou à nona série, era uma rematado maconheiro. A maconha era barata e abundante em Monte – a maioria cultivada em casa -, e ajudava Kurt a esquecer sua vida doméstica. O que começou como um ritual social se tornou seu anestésico favorito.

Ironicamente, tendo sido criado no fascínio pelo rock n’ roll, ele estava bem ciente de que muitos músicos que idolatrava haviam sucumbido ao abuso de drogas. E embora tivesse fumado maconha como um viciado, freqüentemente bebesse demais e fosse conhecido por inalar gases de latas de creme de barbear vazias, Kurt jurava que jamais sofreria um destino similar. Em 1987, durante um dos períodos sóbrios de reabilitação, ele castigou Jesse Reed (um colega na época) quando este sugeriu que experimentassem heroína. “Kurt não saiu mais comigo depois disso”, lembra Jesse. “Eu estava tentando encontrar heroína, uma droga que eu nunca havia experimentado e ele também não, e ele me veio com um sermão: “Por que você quer se matar? Por que você tem tanta vontade de morrer?.” Em uma história pessoal de drogas construída mais tarde na vida, Kurt escreveu que ele primeiro havia usado heroína em Aberdeen no final dos anos 80, mas não se sabe da veracidade do fato – seus amigos contestam, já que ele tinha medo de agulhas na época e não era possível achar heroína em seu círculo. De vez em quando tomava Percodan em Aberdeen, um narcótico vendido com receita; ele pode ter romantizado e exagerado esse opiato quando o evocou mais tarde.

No outono de 1990, magoado por problemas em seu relacionamento com Tobi Vail, as mesmas perguntas que Kurt fizera a Jesse anteriormente poderiam agora lhe ser feitas. No início de novembro, ele superou seu medo de agulhas e pela primeira vez (de que se sabe oficialmente) se injetou heroína com um amigo em Olympia. Descobriu que os efeitos eufóricos da droga o ajudavam temporariamente a fugir de suas dores de cabeça e de estômago. No dia seguinte, Kurt ligou para Krist. “Ei, Krist, eu tomei heroína”, disse ele a seu amigo. “Uau! E como foi?”, perguntou Krist. “Ah, foi tudo bem”, respondeu Kurt. Krist então lhe disse: “Você não devia fazer isto. Lembre-se de Andy Wood”. Wood era vocalista do Mother Love Bone, uma próspera banda de Seattle, que morreu de overdose de heroína em março de 1990. Novoselic citou outros amigos de Olympia que haviam morrido pelo vício com heroína. A resposta de Kurt foi bastante retraída: “É, eu sei”. Novoselic, desempenhando o papel de irmão mais velho, advertia Kurt de que a heroína não era como as outras drogas que ele tomara: “Lembro de lhe ter dito literalmente que estava brincando com dinamite”.

Últimas Semanas — Morte

Durante o começo de 1994 o Nirvana fazia uma turnê na Europa. O último show do Nirvana aconteceu no Terminal Einz, em Munique, Alemanha, em 1 de março. Um Kurt completamente estafado e com a voz visivelmente desgastada determina férias instantâneas – shows marcados para os dias 2 e 3 são cancelados e, depois, adiados para abril, quando a turnê européia teria sua segunda parte. Cobain é diagnosticado com bronquite e com uma grave laringite. Cobain vai para Roma, Itália, para descansar, se medicar e encontrar com Courtney Love. Courtney chega a Roma no dia 3 e encontra Kurt no Hotel Excelsior. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando ela acorda na manhãzinha do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de sucídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos. Na carta, Kurt diz que Courtney não o ama mais, e que ele preferia morrer a passar por mais um divórcio (o primeiro foi o de seus pais). Internado no hospital Umberto I, Kurt sai do coma no dia 5 e é transferido para o American Hospital, também em Roma. Recebe alta no dia 8 e volta para os Estados Unidos no dia 12.

Em 18 de março, chama a polícia de Seattle porque Kurt se trancou em um quarto da casa com um revólver. Os policiais conversam com ele, que afirma não ser um suicida e querer apenas ficar longe da esposa. Quatro armas que Cobain tem na casa são confiscadas.

Fumou seu último Camel Light. Tomou mais um gole da Barq. Lá fora, estava começando um dia nublado – era um dia como aquele em que ele chegara a este mundo, 27 anos, um mês e dezesseis dias antes. Ele agarrou a caixa de charutos e tirou um pequeno saco plástico que continha cem dólares de heroína preta mexicana – era um bocado de heroína. Ele pegou cerca de metade, um chumaço do tamanho de uma borracha de lápis e o colocou na colher. Sistemática e habilmente, preparou a heroína e a seringa, injetando-a logo acima do cotovelo, não muito longe de seu “K” tatuado. Devolveu os instrumentos para a caixa e se sentiu uma nuvem, rapidamente flutuando para longe deste lugar. O jainismo pregava que havia trinta céus e sete infernos, todos dispostos em camadas ao longo de nossas vidas; se ele tivesse sorte, este seria seu sétimo e último inferno. Afastou para o lado seus instrumentos, flutuando cada vez mais rápido, sentindo sua respiração se reduzir. Ele tinha de se apressar agora: tudo estava se tornando nebuloso e um matiz verde-água enquadrava cada objeto. Agarrou a pesada espingarda, encostou o cano contra o céu de sua boca. Faria barulho; ele tinha certeza disso. Disparou. E então ele se foi.

O corpo de Kurt foi encontrado pelo eletricista Gary Smith, que chegou à casa do Lake Washington para instalar um novo sistema de segurança. Às 8:40h da sexta-feira, 8, Smith estava perto da estufa e olhou para dentro dela. “Eu vi um corpo estendido lá no chão. Pensei que fosse um manequim. Depois notei que havia sangue na orelha direita. Vi uma espingarda estendida ao longo de seu peito, apontando para seu queixo”, relatou Gary. Ele ligou para a polícia e, em seguida, para sua empresa.

Enquanto isso, em Los Angeles, Courtney havia sido internada no Exodus na quinta-feira, 7, para reabilitação. Na sexta, recebeu a notícia da morte de Kurt através da colega Rosemary Carroll. Courtney deixou a cidade num Learjet com Frances, Rosemary, Eric Erlandson e a babá Jeackie Farry. Quando chegaram à casa do Lake Washington, ela estava cercada por equipes dos telejornais.

Foi possível identificar o cadáver como sendo de Kurt, embora seu aspecto fosse macabro: as centenas de bolinhas de chumbo do cartucho da espingarda haviam espandido sua cabeça e o haviam desfigurado. A polícia retirou as digitais do corpo e as impressões batiam com àquelas já arquivadas no caso da prisão por violência doméstica.

A autópsia encontrou traços de benzodiazepinas (tranquilizantes) e heroína no sangue de Kurt. O nível de heroína era tão algo que mesmo ele – famoso pela enorme quantidade que tomava – não poderia ter sobrevivido por muito mais tempo do que aquele que levou para disparar a arma.

Courtney estava inconsolável. Quando os policiais finalmente deixaram o local, e com apenas um guarda de segurança como testemunha, ela reconstitiu os últimos passos de Kurt, entrou na estufa – que ainda tinha de ser limpa – e mergulhou as mãos em seu sangue. No chão, ajoelhada, ela rezou e gemeu de dor, erguendo as mãos cobertas de sangue para o céu e gritou: “Por quê?!”. Ela encontrou um pequeno fragmento do crânio de Kurt com cabelo preso a ele. Ela lavou e passou xampu nesse horripilante suvenir.

No sábado, 9, Courtney foi até a agência funerária para ver o corpo de Kurt antes de ser cremado – ela já tinha solicidado que fossem feito moldes de gesso de suas mãos. Grohl tambem foi convidado e declinou, mas Krist compareceu, chegando antes de Courtney. Ele passou alguns momentos a sós com seu velho amigo e desatou a chorar. Quando ele saía, Courtney foi introduzida na sala de inspeção. Kurt estava sobre uma mesa, vestido com suas roupas mais elegantes, mas seus olhos tinham sido costurados. Era a primeira vez em dez dias que a Courtney viu o marido e foi a última vez que seus corpos físicos ficaram juntos. Ela acariciou seu rosto, falou com ele e cortou uma mecha de seus cabelos. Depois, baixou as calças dele e cortou uma mecha de seus pêlos púbicos. Finalmente, ela subiu em cima de seu corpo, abraçando-o com as pernas e recostou a cabeça em seu peito e lamentou: “Por quê, por quê?”.

Diversas cerimônias foram realizadas em memória de Kurt. Umas das mais notáveis aconteceu numa tarde de domingo: uma vigília pública foi realizada no Pavilhão da Bandeira do Seattle Centre e reuniu 7 mil pessoas, que levaram velas, flores, cartazes e algumas camisas de flanela em chamas. Um conselheiro de suicídio discursou e incentivou os jovens em dificuldades a pedirem ajuda, enquanto os DJs lcocais trocavam recordações. Uma mensagem curta de Krist foi divulgada, bem como uma fita de Courtney, que leu também a carta de despedida de Kurt.

O corpo de Kurt Cobain foi cremado e Courtney recebeu a urna com as cinzas uma semana depois. Ela pegou um punhado e o enterrou sob um salgueiro na frente da casa. Em maio, colocou o resto numa mochila de ursinho e viajou até o mosteiro budista Namgyal, perto de Ítaca, estado de Nova York, onde procurou consagração para as cinzas e absolvição pra si mesma. Os monges abençoaram os restos e usaram um punhado para fazer uma escultura comemorativa.

A maior parte dos restos mortais de Kurt ficou depositada em uma urna no endereço do Lake Washington, até 1997, quando Courtney vendeu casa, mas insistiu num arcordo que lhe permite voltar um dia e remover o salgueiro.

Por fim, Frances Bean Cobain, então com seis anos de idade, espalhou as cinzas do pai no riacho McLane, em Olympia, Washington – elas dissolveram e flutuaram na corrente. Em diversos sentidos, este era, também, um local adequado para o descanso.

Membros

Kurt Cobain – compositor, guitarra, vocal
Krist Novoselic – baixo, compositor,vocal de apoio
Dave Grohl – bateria, compositor, vocal de apoio

Álbuns de estúdio

1989 Bleach
1991 Nevermind
1993 In Utero

Fonte: Wikipédia.
Atualizado em 4/03/2012.

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