Raízes Aéreas

R.E.M.

In Música pelo mundo on 21 de abril de 2010 at 14:16

O R.E.M. é uma banda americana de rock formada em Athens, na Geórgia, em 1980. Seu nome é uma referência ao estágio de sono REM. Através da década de 1980 a banda trabalhou sem descanso, lançando álbuns anualmente por sete anos consecutivos, do seu EP de estréia de 1982 Chronic Town até o álbum de 1988 Green. Seu estilo punk rock e art rock inspirado da década de 1970 o permitiu estabelecer-se como elemento central da cena do rock alternativo da década de 1980.

Formação

Em 1979, Michael Stipe (vocalista), estudante de artes, conhece Peter Buck (guitarra), um jovem que trabalhava numa loja de discos. Tornaram-se muito amigos e passaram a dividir um apartamento. Em uma das festas que freqüentavam conheceram os também amigos Mike Mills (baixo) e Bill Berry (bateria). A afinidade entre os quatro foi imediata e logo começaram a tocar juntos.

No dia 5 de abril de 1980, a banda fez seu primeiro show para a festa de aniversário de um amigo, numa igreja abandonada na cidade de Athens, no estado da Georgia, EUA, onde Stipe e Buck moravam. A partir daí, começaram a tocar em bares, restaurantes e festas no sudeste dos EUA.

Primeiros trabalhos

No ano de 1981, o R.E.M. lançou pelo selo independente Hib-Tone o compacto “Radio Free Europe”. Em 1982, o R.E.M. assina contrato com o selo I.R.S., onde lançam o EP Chronic Town, que teve uma ótima aceitação pelas rádios universitárias da época. Um ano depois sai o primeiro álbum do R.E.M., Murmur, que ganhou o status de álbum do ano batendo bandas já consagradas como U2, que tinha lançado o álbum War e também Michael Jackson com Thriller, o disco mais vendido da história. A aceitação do R.E.M. foi tão grande, que pela primeira vez fizeram um show fora dos EUA.

Entusiasmados com o sucesso do primeiro álbum, em 1984, com apenas onze dias de estúdio, eles gravam o segundo, Reckoning, e saem em turnê novamente. 1985 é o ano de lançamento de Fables of the Reconstruction, o terceiro álbum e o maior sucesso até então, com destaque para a música “Feeling Gravity´s Pull”. No entanto, durante a produção desse disco, a banda quase acabou devido a divergências internas e a discussões sobre o tipo de som que o álbum teria.

O sucesso

Em 1986, o R.E.M. lança o quarto disco, Lifes Rich Pageant, outro grande sucesso alternativo. A banda conseguiu seu primeiro disco de ouro e o hit “Fall on Me” figurou no Top 10 dos EUA, fato inédito para o grupo. No ano seguinte, a I.R.S. lança um álbum intitulado de Dead Letter Office, contendo Lados B e as faixas do Chronic Town. No mesmo ano a banda lança seu quinto álbum de trabalho, Document, com sons barulhentos e letras politicamente corretas. A música “The One I Love” leva o R.E.M. ao estrelato, figura no TOP 5 dos EUA e o álbum leva disco de platina.

Dois anos se passam e em 1988 ocorrem vários fatos que marcaram a banda, sendo três de muita importância: o lançamento do álbum Green, o sexto da carreira, com hits como “Stand” e “Pop Song 89”; o R.E.M. é eleito pela revista Rolling Stone a melhor banda de Rock and roll dos Estados Unidos e eles assinam contrato com a milionária gravadora Warner Bros.. A Green World Tour (Turnê do álbum Green) dura onze meses.

Depois da correria com a turnê, os integrantes, exaustos, decidiram fazer uma pausa para cuidar cada de um de sua vida. Bill Berry foi pescar na sua fazenda, Mike Mills dedicou-se a projetos paralelos, Stipe foi cuidar de sua produtora de vídeo (C-Hundred Film Corporation) e Peter Buck continuou a fazer nada como sempre. Mas logo se juntaram e começaram a produzir um novo álbum, entre 1989 e 1991.

Após três anos sem lançar nada e, principalmente, sem a pressão da gravadora, o quarteto lança o sétimo álbum, Out of Time, o mais bem sucedido da carreira do grupo. Os hits “Losing My Religion” e “Shiny Happy People”, deram a banda três Grammy Awards e seis MTV Video Music Awards. Créditos para a participação de Kate Pierson, uma das vocalistas do B-52’s, nas músicas “Me In Honey” e “Shiny Happy People”. Neste mesmo ano de 1991, a convite da MTV a banda gravou um Acústico, com várias músicas de sucesso e outras desconhecidas até então. Esse acústico não chegou a ser lançado em álbum mas mostrou a versatilidade dos músicos. Ficou provado, definitivamente, que eles eram excelentes músicos. Para muitos no Brasil era a primeira vez em que se ouvia falar no R.E.M. (fora do circuito underground) e o sucesso da banda foi uma das primeiras revitalizações do rock nos anos 90, antes da revolução de Seattle.

Vale lembrar que o R.E.M. foi uma espécie de alavanca da onda grunge. Sem R.E.M. não sabemos se a revolução de Seattle teria feito tanto sucesso.

Em 1992 a crítica duvidava que a banda iria conseguir manter a qualidade das músicas nos álbuns seguintes até que o oitavo álbum, Automatic for the People, foi lançado. O disco possui hits consagrados como “Man on the Moon” (dedicado ao humorista Andy Kaufman), “Everybody Hurts” (para muitos a canção mais triste do mundo), “Drive”, “Find the River”, entre outros.

Os álbuns Monster e New Adventures in Hi-Fi

O nono álbum surge em 1994, cheio de sons pesados e guitarras distorcidas. Monster é dedicado ao ator e amigo River Phoenix, que morrera naquele ano e uma faixa, “Let Me In”, ao músico, cantor e amigo Kurt Cobain, que também se fora.

A banda inicia a maior turnê feita até hoje por eles, a Monster World Tour, que causou vários transtornos ao grupo. Michael Stipe teve de ser operado para a retirada de uma hérnia, Mike Mills entrou no centro cirúrgico por problemas estomacais, e o mais grave, durante um show, Bill Berry desmaiou sobre a bateria devido a um aneurisma cerebral e teve de ser operado às pressas.

Em 1996, o R.E.M. renova com a Warner Bros. por US$ 80 milhões, um dos maiores contratos da indústria fonográfica. Lançam seu décimo álbum, que pela primeira vez não foi gravado inteiramente em estúdio. New Adventures in Hi-Fi contém, em sua maior parte, músicas inéditas gravadas em passagens de sons da turnê anterior. Destaque para “Leave”, “E-Bow the Letter” e “The Wake-Up Bomb”.

A saída de Bill Berry e o álbum Up

No primeiro dia de gravação do álbum seguinte, em 30 de outubro de 1997, Bill Berry, junto com a banda, dá uma entrevista dizendo que amigavelmente deixava o grupo. Ele declarou que queria apenas viver com sua família numa fazenda, para descansar, pois tocava bateria desde os 9 anos de idade e queria fazer outra coisa além daquilo, que perdera o encanto. Os outros três integrantes resolvem continuar com a banda, sem substituir Berry.

O décimo primeiro álbum, Up, é lançado em 1998. Apesar do título, é um trabalho bem depressivo. Michael Stipe diz que é o álbum onde conseguiu expressar profunda tristeza em suas letras, uma delas em especial, “Sad Professor”. Ainda sobre a saída de Bill Berry, Stipe diz que ele fez o que queria, e que não houve nenhuma pressão para que ficasse ou que saísse. Eles respeitaram a decisão do amigo, que já não gostava mais da fama, de ser fotografado ou de sair em turnê. A banda, inicialmente, decidiu não fazer turnê, mas após algum tempo realizou alguns shows pela Europa, com alguns bateristas se revezando em sua banda de apoio.

No ano seguinte, 1999, Bill Berry andou retomando as baquetas para um concerto beneficente que reuniu diversos artistas em favor de uma fundação que cuida de doentes da Síndrome de Pierrete, mas nada que o reconduzisse ao R.E.M. novamente. Stipe meteu-se na produção de um filme sobre o glam rock, chamado Velvet Goldmine, que contaria a história das principais figuras do gênero: David Bowie, Iggy Pop, Lou Reed, Marc Bolan. A banda cedeu sua música “Man on the Moon” para o filme biográfico do comediante Andy Kaufman, que falecera aos 35 anos de um câncer raro no pulmão. A canção havia sido feita em sua homenagem em 1992. O R.E.M. apareceu no último Saturday Night Live de 1999 como banda convidada, rendendo a Stipe uma participação como fada madrinha do personagem Mango (de Chris Kattan).

Os álbuns Reveal e Around the Sun

Em 2001, depois que a ferida aberta pela saída de Berry já estava cicatrizada, o R.E.M. lança seu décimo segundo álbum, intitulado Reveal. O álbum possui belos arranjos de teclados eletrônicos com letras inspiradíssimas, reforçando o talento de Stipe, considerado um dos melhores letristas de sua geração. O primeiro compacto e grande hit do álbum é “Imitation of Life”, onde o R.E.M. faz uma volta ao passado e recorda um pouco a onda pop vivida em 1991 com “Shiny Happy People”. Outros destaques ficam por conta de “The Lifting”, “All the Way to Reno (You’re Gonna Be a Star)”, “She Just Wants To Be” e “I’ll Take the Rain”, onde eles continuaram mostrando que são mestres na arte de videoclipe.

No mesmo ano, a banda faz seu primeiro show no Brasil, na terceira edição do Rock in Rio. O grupo foi um dos destaques e Michael Stipe foi eleito a personalidade mais popular e simpática do festival. Logo após o lançamento de Reveal, a MTV americana convidou a banda para gravar um novo acústico. O agora trio, mais experiente do que antes, faz uma excelente apresentação. Michael Stipe mais uma vez deu um show nos vocais, onde mostrou ter muita facilidade para fazer o que deseja com sua voz e para modificar as músicas do jeito que mais lhe agrada. Até agora a banda não se pronunciou se irá lançar em cd o acústico.

Em 2004 foi lançado o álbum intitulado Around the Sun. Com letras politizadas, refletindo a tensão que os EUA viviam por conta das eleições presidenciais, e sonoridade mais acústica (a despeito de alguns elementos eletrônicos), Around the Sun foi o álbum que teve a repercussão menos positiva, tanto entre os fãs quanto entre a crítica.

O álbum Accelerate

Em 2008 a banda lança seu ultimo album até então, Accelerate. Além de resgatar elementos classicos da banda, traz elementos marcantes de um rock mais “pesado”, com presença marcante da guitarra e bateria, além do ótimo acompanhamento no contra-baixo. Em especial, as músicas “Supernatural Superserious” e “Accelerate” marcam presença, entrando em algumas paradas musicais ao redor do globo.

O álbum Collapse Into Now

Em 2010 a banda anunciou o nome do seu 15º álbum de estúdio: Collapse Into Now. Finalizado em 2010 na Alemanha, lançado na primavera de 2011 (Hemisfério Norte). Berti Downs, o empresário da banda, declarou que considera Collapse Into Now o “melhor álbum da banda desde sempre”. Em dezembro de 2010, a banda liberou “Discoverer”, o primeiro single do álbum para download gratuito na internet.

Fim da banda

Em 21 de setembro de 2011, em um pequeno texto postado no site da banda, aparecem Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck em uma foto preto e branco, junto à seguinte mensagem:
“Aos nossos fãs e amigos: como R.E.M., e como grandes amigos e colaboradores, decidimos nos separar como banda. Nós nos despedimos com um grande sentimento de gratidão, completude e orgulho de tudo que conquistamos. A qualquer pessoa que se sentiu tocada pela nossa música, nossos maiores agradecimentos por ouvir”

Última formação

Peter Buck – guitarra (desde 1980)
Mike Mills – baixo (desde 1980)
Michael Stipe – vocal (desde 1980)

Discografia

1983    Murmur
1984    Reckoning
1985    Fables of the Reconstruction
1986    Lifes Rich Pageant
1987    Document
1988    Green
1991    Out of Time
1992    Automatic for the People
1994    Monster
1996    New Adventures in Hi-Fi
1998    Up
2001    Reveal
2004    Around the Sun
2008    Accelerate
2011    Collapse into Now

Fonte: Wikipédia.
Atualizado em 21/10/2014.

Videos

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Losing My Religion
Everybody Hurts
Man on The Moon
Imitation of Life
Orange Crush
Nightswimming
The One I Love
Whats the Frequency Kenneth
Shiny Happy People
Drive

Fotos

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Topo

  1. Cláudio, estou impressionada com a quantidade de informação desse post. Vc mata a cobra, mostra o pau, enterra, depois reza a missa de 7º dia.
    Gostei muito do R.E.M. nos anos 90 qdo eles surgiram por aqui. Quem não sabia cantar a plenos pulmões Loosing my Religion e Shine Happy People, era mulher do padre. Depois eu fui ao show no Rock in Rio III e dancei como nunca. Mas acredite, não tenho nenhum dos álbuns deles.
    Sei lá.

    Bjs.

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