Raízes Aéreas

Jewel

In Música pelo mundo, Pitacos da Soraya Pamplona on 10 de março de 2010 at 19:30

Jewel Kilcher (Payson, 23 de maio de 1974), mais conhecida apenas por Jewel, é uma cantora, compositora, escritora, atriz e poetisa estadunidense. Foi criada por seu pai na localidade de Homer, no Alasca.

No ano de 1974, mais precisamente dia 23 de maio, nasce Jewel Kilcher. Filha de Lenedra Carrol e Atz Kilcher, nascida em Paison, Utah. Tem dois irmãos, Atz Kilcher Jr., conhecido como Atz Lee Kilcher nascido em 1977 e Shane Kilcher; nascido em 1971. Nikos, um meio-irmão mais novo; e Vance, um irmão mais velho que ficou doente aos 9 meses e faleceu, aproximadamente 1 ano antes da Jewel nascer.

Desde pequena já demonstrava seus talentos musicais. Mais tarde, aos 5 anos, vai com a família para Anchorage, no Alasca, no ano de 1979, num sítio de 250 hectares dos avós suíços, e já nessa idade, às vezes ou não, devido às turbulências entre os pais, Jewel escreve poemas e arranha suas primeiras canções.

Sua infância foi difícil, teve dislexia – transtorno que afetava sua leitura e coordenação. Nos espetáculos de música folk dos pais, ela se deliciava quando o pai fazia o famigerado Yodel e queria aprender a fazê-lo. Mas seu pai, temendo que isso sobrecarregasse as cordas vocais da jovem de 6 anos, relutou a ensiná-la. Então ela treinou incessantemente sozinha, até conseguir imitá-lo com facilidade.

Dois anos depois, seus pais se divorciaram e ela muda-se novamente agora para Homer, também no Alasca, ficando a viver com o pai.

Eles tocavam sempre em bares decadentes e pontos de encontro de veteranos, muitos recendendo fumaça e cerveja derramada. Os freqüentadores incluíam motoqueiros tatuados e gente sem destino certo. Num bar de motoqueiros em Anchorage, Jewel viu um homem desmaiar no estacionamento por overdose. “O que presenciei nesses lugares me afastou de drogas, bebida e fumo pelo resto da vida”. Ali também presenciou o que acontece com pessoas que perdem a paixão pela vida e que terminam apenas vivendo ‘com a barriga’. E jurou que nunca deixaria isso acontecer com ela.

Uma noite, pouco antes de suas apresentações, ela e o pai discutiram. Já perturbada, Jewel desatou em lágrimas quando o pai lhe disse que tinha de esquecer a vida particular ao subir no palco. Que diferença fazia, pensou Jewel, se a platéia era um bando de veteranos de guerra bêbados?

Foi quando um homem gritou para ela: ‘larga esse ar deprimido!’. Subitamente ela percebeu que estava ai para agradar ao público, e não a si. Decidiu então nunca mais subestimar uma platéia.

Aos 13 anos, inquieta, Jewel fez as malas e foi morar com a mãe, ‘abandonando’ de vez aquele zigue-zague de morar cada hora com um dos pais. Jewel chegou a fazer amizade com membros de gangues de rua. Saiu com homens mais velhos. Até chegou também a praticar pequenos furtos em lojas. Mais tarde, em 1988 ela é “adotada” por uma tribo indígena em Otawa.

Na sua época de colégio chegou a ter um grupo de rap com as amigas. Quando tinha 18 anos, acabara de concluir o curso secundário e estava totalmente incerta quanto ao que fazer da vida. Ela e sua mãe mudaram-se de Michigan para San Diego, para um apartamento alugado, e vinha aceitando uma série de empregos frustrantes e mal pagos, servindo mesas e operando caixas registradoras. O tempo e o dinheiro eram escassos, insuficientes para que pensasse em seu futuro profissional. Na verdade mal conseguia sobreviver. A situação piorou ainda mais quando a adolescente começou a sentir nas costas uma queimação que descia até a virilha. Seus longos cabelos louros estavam ensopados por causa da febre no dia em que, em silêncio, foi com a mãe até o pronto-socorro. Três hospitais e quatro clínicas já haviam se recusado a tratar a séria infecção renal da jovem, que não tinha dinheiro ou plano de saúde. Por fim conseguiram um médico que se dispôs a tratá-la.

Nas semanas seguintes, Jewel confiou à mãe, suas ansiedades. O que deveria fazer? Adorava artes – literatura, desenhos, dança, música. Mas como se dedicar a essas carreiras que tanto exigiam se a mera subsistência lhe absorvia tamanha energia?

Em 1993 sua mãe propôs uma solução inédita: entregariam o apartamento, por motivos financeiros, e se mudariam para uma van na praia. Sem a pressão do aluguel, Jewel poderia concentrar-se no objetivo da sua vida. Fazendo uma auto-análise, Jewel concluiu que cantar e escrever música era o que mais gostava na vida. Jewel refletiu sobre os motivos. Dinheiro? Sempre tivera tão pouco…até já se acostumara a viver com o que conseguia carregar numa mochila. Fama? Não ligava para isso. O que realmente importava eram suas canções – inspirar as pessoas com suas palavras e voz. “Quero cantar para lembrar todos de viverem seus sonhos”, disse à mãe.

Jewel disse que quando abria a janela do carro na primavera, via as flores e a praia e sentia como se estivesse no Caribe. Nessa época conhecera um dos seus melhores amigos Steve Poltz, da banda Rugburns. Ele a ensinou a surfar e também escreveram várias músicas como “You Were Meant For Me”, que foi escrita no México, durante uma viagem.

Sua vida deu uma virada quando um professor da Interlochen Arts Academy, em Michigan, ouviu-a cantar num festival de música. Impressionado com a sua voz, ele a estimulou a inscrever-se naquela conceituada escola de arte. Jewel então ganhou uma bolsa de estudos para canto. A Interlochen ofereceu a ela uma formação em dança, literatura e teatro, e ampliou seus horizontes artísticos.

A vida dura no Alasca acabou sendo uma boa preparação para Jewel. Ela ficava à vontade com roupas de segunda mão compradas em bazares e conseguia sobreviver. Terminou por encontrar uma ocupação regular, apresentando-se em um barzinho de Pacific Beach. Enquanto estava lá, escreveu ‘Who will save your soul?’, uma canção sobre pessoas que levam uma vida de conforto material e vazio espiritual.

Em dezembro de 1993 ela assina com a Atlantic Records, e em fevereiro de 1995 lança seu primeiro álbum “Pieces of You”, com músicas calmas que vendeu menos de 500 cópias por semana.

De volta a San Diego, a mãe a ajudou a administrar a carreira. Jewel tocava em pequenos clubes, chegando a fazer 40 espetáculos em 30 dias, e não ficava mais do que algumas noites na mesma cidade.

Piores ainda eram alguns de seus compromissos. Em uma ocasião, Jewel foi contratada para tocar em um colégio para negros, em Detroit. Deu uma olhada pela cortina antes de o show começar, maravilhada com o auditório lotado de alunos animados. Entretanto, a ruidosa exuberância da platéia transformou-se em vaias e assobios quando a cortina levantou-se. Estavam esperando um cantor de rap chamado “JeweLL”, e uma jovem com um violão não os entusiasmou. Muitos alunos saíram. Mesmo assim, lembrando-se da repreensão do pai anos antes, Jewel percebeu que seu trabalho era fazer um bom espetáculo. Assim, cantou com paixão para aqueles que ficaram.

As estações de rádio recusavam-se a tocar suas músicas. Os críticos debochavam, dizendo que ela estava fora de moda. Riam dela por tudo, desde os dentes desalinhados até seu estímulo constante aos fãs para que perseguissem seus sonhos. Mas ela não se deixou abater e tocava em bares, autografava cds em lojas de subúrbio e agradecia a quem assistisse a seus shows.

Daí sua carreira começa a deslanchar. Em 1996 fez um tour pela Europa e em 1997 já ganha seus primeiros prêmios, tais como o American Music Awards por You Were Meant For Me. Em 1997 o álbum POY vendeu mais 7 milhões de cópias só nos EUA, e até hoje já soma mais de 11 milhões.

Seu segundo álbum, Spirit, de 1998, já vendeu mais de 3 milhões de cópias. Spirit já tem músicas com bateria, e arranjos mais agitados. No mesmo ano, em 1998, ela publica seu primeiro livro de poemas, “A Night Without Armor”, que além de poemas também conta um pouco sobre sua própria história, e vem junto com seu spoken word cd. Grava também um acústico MTV, com uma versão de Who Will Save Your Soul com um saxofone.

Em novembro de 1999, seu terceiro álbum é lançado, o “Joy – a holiday collection”, com canções natalinas e com versões diferentes de Life Uncommon e Hands.

Álbuns

Pieces of You (1994)
Spirit (1998)
Joy – A Holiday Collection (1999)
This Way (2001)
0304 (2003)
Goodbye Alice in Wonderland (2006)
Perfectly Clear (2008)
Lullaby (2009)
Sweet and Wild (2010)

Fotos

__________

Vídeos

__________

__________

Topo

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: