Raízes Aéreas

Tori Amos

In Música pelo mundo, Pitacos da Soraya Pamplona on 10 de fevereiro de 2010 at 13:06

Tori Amos, pseudônimo de Myra Ellen Amos (nasceu em 22 de agosto de 1963). Cantora, compositora e pianista norte-americana. É casada com Mark Hawley e juntos o casal têm uma filha, Natashya “Tash” Lórien Hawley, nascida em 5 de setembro de 2000. Amos esteve à frente de um grupo de cantoras e compositoras no começo da década de 90, sendo digna de nota, no começo da sua carreira, como uma das poucas cantoras e intérpretes pop que usam o piano como instrumento principal. Ela é conhecida por suas músicas emocionalmente intensas, que tratam de uma variedade de assuntos, incluindo sexualidade, religião e tragédia pessoal. Alguns dos seus singles mais bem-sucedidos nos charts incluem “Crucify”, “Silent All These Years”, “Cornflake Girl”, “Caught a Lite Sneeze”, “Profesional Widow”, “Spark” e “A Sorta Fairytale”.

Amos vendeu 12 milhões de discos ao redor do mundo até 2005, e é muito admirada e seguida no mundo cult. Tendo um histórico de comentários excêntricos em shows e entrevistas, ganhou a fama de ser altamente idiossincrática. Como crítica social, e algumas vezes ativista, alguns dos tópicos que mais aborda incluem feminismo, religião e sexualidade.

Início de carreira (1963-1985)

Amos é a terceira filha do Reverendo Dr. Edison e de Mary Ellen Amos, nascida no Hospital Old Catawba, em Newton, Carolina do Norte, durante uma viagem que sua família fazia para Georgetown. Seus avós maternos são de ascendência mista européia e cherokee oriental; seu avô, Calvin Clinton Copeland, teve uma importância particular em sua infância, sendo um guia e uma grande fonte de inspiração e oferecendo uma alternativa espiritual mais variada do que o Cristianismo estrito e tradicional do seu pai e avó paterna. Aos 2 anos, Amos e sua família mudaram-se para Baltimore, Maryland, onde ela começou a tocar piano. Aos 5 anos, já compunha aos pedaços, e aos nove começou a acrescentar versos a esses pedaços.

Em 1968, enquanto vivia em Rockville, Maryland, entrou para o Peabody Conservatory of Music, em regime de internato. Não havia concluído o curso, aos 11 anos, quando foi expulsa. Amos declarou que perdeu o curso por conta do seu interesse em rock e música pop, aliado ao fato de não gostar de partituras. Dois anos depois, começou a estudar no Montgomery College, já tocando em piano bars, apoiada pelo pai, que mandava fitas a gravadoras, com músicas compostas pela filha.

Virou notícia local ao vencer um concurso de jovens talentos em 1977, cantando a música “More Than Just a Friend”. Como veterana do Richard Montgomery High School, co-escreveu “Baltimore”, com seu irmão, Mike Amos, para uma competição envolvendo os Baltimore Orioles. A música venceu o concurso e se tornou seu primeiro single, relançado em 1980 como single de 7”, apenas para a família e os amigos, contendo outra composição de Amos como b-side, “Walking With You”. Por volta desse período, ela se apresentou com seu nome do meio, Ellen, mas adotou permanentemente Tori depois da indicação do namorado de uma amiga.

Carreira Solo, estréia e ascensão (1990-1996)

Apesar da má recepção de Y Kant Tori Read, Amos ainda tinha que cumprir seu contrato de seis discos com a Atlantic, que, em 1989, queria um álbum para março de 1990. As primeiras gravações que mostrou foram rejeitadas, com a justificativa de que “a fórmula da garota pianista não ia vender discos em um mercado de grunge, rock, rap e dance music no começo dos anos 90”. Exaustivamente retrabalhado e expandido com a ajuda de Steve Caton, Eric Rosse, Will McGregor, Carlo Nuccio e Dan Nebenzal, o disco acabou cheio de crueza, músicas emotivas recontando sua criação religiosa, despertar sexual, luta para afirmar sua identidade e lembranças do estupro. Os executivos da Atlantic mudaram de idéia ao ouvir a versão atualizada, com planos de promovê-la a herdeira de Joni Mitchell e Laura Nyro, ou ainda uma versão feminina de Elton John. Esperando que o tradicional mercado britânico de mente aberta acolhesse Amos para atingir depois os Estados Unidos, a Atlantic fez com que Amos tocasse em pequenos clubes ingleses no começo de 1991, preparando-a para o lançamento do novo álbum, chamado Little Earthquakes.

Durante esse período, Amos tornou-se amiga do autor Neil Gaiman, que se tornou seu fã após ser homenageado na música “Tear In Your Hand”, e também em entrevistas. A personagem Delírio, da série Sandman, de autoria de Gaiman (ou mesmo sua irmã Morte), é alegadamente baseada em Tori Amos. Gaiman passaria a ser um amigo de longa data e um colaborador. Seu álbum de 2006, Ferret Records, contém um verso de Tori no título (Where’s Neil When You Need Him? – Onde Está Neil Quando Você Precisa Dele?), além de uma música da cantora, Sister Named Desire. Amos também escreveu o prefácio de Morte: O Preço da Vida, outro livro de Gaiman.

Depois de sair em turnê para promover Little Earthquakes, em 1992, Amos viajou para o Novo México com seu parceiro pessoal e profissional, Eric Rosse, em 1993, para escrever e lançar mais amplamente seu segundo álbum solo, Under the Pink. Enquanto as inspirações para o álbum anterior foram acontecimentos na própria vida de Tori, as inspirações para esse foram outras: os trabalhos de Georgia O’Keffee e Salvador Dalí, os livros de Alice Walker, e a princesa russa Anastasia Romanov. Musicalmente, Amos se inspirou em compositores clássicos que ela estudou na infância, e colocou mais foco no seu solo de piano do que na instrumentação da banda. A complexidade musical de fundo clássico é particularmente evidente em faixas como “Icicle”, e “Yes, Anastasia”.

Em junho de 1994, Amos co-fundou o RAINN (The Rape, Abuse and Incest National Network), uma linha de ajuda sem fins lucrativos nos Estados Unidos, que conecta via telefone as vítimas de estupro aos centros de apoio de suas cidades. Em 1995 contribuiu para o álbum de tributos do Led Zeppelin, Encomium, com a música “Down by the Seaside”, um dueto com Robert Plant. Amos também co-escreveu/interpretou uma música chamada “It Might Hurt a Bit”, com o cantor Michael Stipe, do R.E.M., que seria usada na trilha do filme Don Juan DeMarco, o que não aconteceu. A música acabou nunca sendo lançada.

A idéia para o terceiro álbum solo de Amos, Boys for Pele, surgiu do seu rompimento com Eric Rosse, pessoal e profissionalmente, depois de um relacionamento de sete anos. O álbum foi gravado em uma igreja irlandesa de County Wicklow, com Amos tirando vantagem do equipamento de gravação existente para criar um álbum repleto de influências barrocas e sonoridade e estilo sombrios. Ela adicionou cravo, harmônico e clave ao seu repertório, incluindo também elementos bem diferentes, como coral gospel, gaita de foles, sinos de igreja e programação de bateria.

O álbum ganhou uma coletânea de remixes junto com seu lançamento, em janeiro de 1996, com críticas positivas sobre sua intensidade única, enquanto outras lamentaram sua impenetrabilidade. Foi talvez o primeiro de um estilo no qual Amos parece trabalhar, em comparação à honestidade lírica e musical de Little Earthquakes, um interesse em versos opacos (frequentemente centrados em religião e mitologia) e um som mais sombrio e complexo. O conteúdo instável das letras das músicas parecia indecifrável para alguns fãs, e a instrumentação o manteve distante do público geral. Não obstante, Boys for Pele foi o lançamento simultâneo mais bem sucedido de Amos através do Atlântico, atigindo o segundo lugar na Billboard 200 e no UK Top 40, na época do seu lançamento, no auge da sua carreira.

Também em 1996, Amos criou o seu próprio selo musical, o Igloo, ligado à Atlantic Records. Seu primeiro contrato foi o da banda Pet, cuja vocalista era Lisa Papineau. O álbum de estréia com o título da banda, cuja produtora executiva foi Tori, incluía a música “Lil’ Boots”, que foi da trilha sonora do filme “O Corvo: A Cidade dos Anjos”. As vendas do disco foram baixas e o selo foi logo extinto.

Seguindo a turnê promocional, Amos fez um show para a televisão, chamado “The Concert for RAINN”, no começo de 1997, no dia nacional do RAINN. Durante o show, várias redes de TV a cabo e aberta transmitiram o anúncio de Amos sobre a organização. A música “Muhammad My Friend”, de Tori, foi interpretada como um dueto entre ela e seu amigo Maynard James Keenan, da banda Tool, durante esse show. O show também apresentou uma campanha que duraria até o fim do ano, em colaboração com a marca Calvin Klein, cujos lucros foram revertidos para a RAINN.

A consumação e o “pulo do navio”

Durante 2005, Amos negociou um contrato com o selo de republicações Rhino, da Warner Bros., para lançar compilações e reedições. O primeiro lançamento do contrato foi o DVD duplo “Fade to Red: The Video Collection”, em fevereiro de 2006, que continha a maioria dos clipes solo de Amos, bem como material dos bastidores e comentários. O contrato continuou em setembro de 2006 com o lançamento do box de cinco discos “A Piano: The Collection“, comemorando os 15 anos de carreira de Tori. O material inclui várias músicas dos álbuns, singles, remixes, mixes alternativos, demos, e várias músicas inéditas de sessões de álbuns. Embora o conteúdo desse material seja grande, muitos b-sides e raridades não aparecem na coletânea.

Em várias entrevistas, enquanto promovia A Piano, Amos revelou detalhes do seu nono álbum de estúdio. Sua natureza temática e os conceitos por trás dele foram revelados em uma entrevista no começo de 2007, com Amos declarando que estava “pulando de um navio” com relação ao seu trabalho anterior, e que A Piano consumava esse trabalho, sendo o fim de uma era. O álbum, gravado com novos microfones, pianos, e um teclado Yamaha CS80, foi lançado com o título American Doll Posse, em primeiro de maio de 2007, nos Estados Unidos. O “Posse”, um grupo de garotas que foram usadas como alter-egos no álbum, consistia em uma Amos em cinco disfarces. Junto com a turnê, Amos lançou a série Legs and Boots, shows completos da parte norte-americana da turnê de American Doll Posse, disponíveis para download. Um total de 27 shows foram gravados, como parte da série Legs and Boots. Enquanto promovia American Doll Posse, em 2007, Amos revelou que está envolvida com o Royal Nathional Theatre, escrevendo a trilha sonora do musical The Light Princess, adaptação de Samuel Adamson da obra de George McDonald. Tori disse que o musical tem estréia prevista para o outono de 2009.

Álbuns

1988 Y Kant Tori Read
1992 Little Earthquakes
1994 Under the Pink and More Pink The B~Sides
1996 Boys for Pele
1998 From the Choirgirl Hotel
1999 To Venus and Back
2001 Strange Little Girls
2002 Scarlet’s Walk
2003 Tales of a Librarian
2004 Welcome to Sunny Florida
2005 The Beekeeper
2005 Tori Amos: iTunes Essentials
2006 A Piano: The Collection
2007 American Doll Posse
2009 Abnormally Attracted to Sin
2009 Midwinter Graces
2011 Night of Hunters
2012 Gold Dust
2014 Unrepentant Geraldines

Fonte biográfica: Wikipédia.
Atualizado em 14/10/2014.

Vídeos

__________

Cornflake Girl
Trouble's Lament
A Sorta Fairytale
Winter
Crucify
Silent All These Years
Wild Way
Precious Things
Wedding Day
Weatherman

Fotos

__________

Topo

  1. Muito bom trabalho de pesquisa, Claudio🙂 Gostei de ver. Li tudoooo \o/

Deixe um Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: