Raízes Aéreas

Evanescence

In Música pelo mundo on 20 de dezembro de 2009 at 13:01

Evanescence é uma banda de metal alternativo dos Estados Unidos, vencedora de dois Grammy Awards, formada em Little Rock, Arkansas em 1995 pela cantora e pianista Amy Lee e o guitarrista Ben Moody.

Depois de gravar dois EPs e um álbum demo chamado de Origin, com a ajuda da Bigwig Enterprises em 2000, a banda lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Fallen, com a Wind-up Records em 2003. Fallen vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo e ajudou a banda ganhar dois Grammy Awards. Um ano mais tarde, a banda Evanescence lançou o seu primeiro álbum ao vivo, Anywhere but Home, que vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. Em 2006, a banda lançou o seu segundo álbum de estúdio, The Open Door, que vendeu mais de 5 milhões de cópias.

A banda sofreu várias alterações ao longo do tempo, incluindo o co-fundador Moody deixando a banda em 2003, o baixista Will Boyd em meados de 2006, seguido pelo guitarrista John LeCompt e o baterista Rocky Gray em 2007. Amy Lee é agora a única membro original restante na banda Evanescence.

Em junho de 2009, Amy Lee postou no site oficial da banda que eles estão trabalhando em novo material para um álbum proposto para 2010.

No ano de 1994, em Little Rock, Arkansas, inicia-se a história da banda Evanescence. Ben Moody, com apenas quatorze anos de idade, participava de um acampamento para jovens promovido pela igreja local. Enquanto Ben acompanhava uma partida de basquetebol, percebeu do outro lado do ginásio, num palco, uma garota cantando e tocando ao piano a introdução da canção “I’d Do Anything for Love”, do músico americano Meat Loaf.

A jovem, com apenas treze anos, que havia mudado-se recentemente com sua família para Little Rock, chamava-se Amy Lynn Lee. Seus pais, preocupados com o seu isolamento social, haviam encaminhado a garota para aquele acampamento, afim de que pudesse fazer amizades e integrar-se entre os jovens cristãos da cidade. Mas Amy passava horas ao piano e pouco se interessava em conhecer os demais participantes.

Ao ouvi-la tocando, Ben Moody atravessou a quadra em direção à garota, ao aproximar-se, apresentou-se. Logo começaram a conversar; Amy mostrou a Ben algumas composições de sua autoria e concluíram que tinham a mesma tendência musical. Assim, Ben convenceu Amy a formarem uma banda. A banda, que até aquele momento era formada por apenas Ben, que fazia guitarras, baixo e arranjos eletrônicos; e Amy, responsável pelo piano e vocais; passaram por vários nomes como Childish Intentions e Strycken até resolverem chamar a banda de Evanescence, que significa “desaparecimento” (do verbo latino “evanescere”, que significa “desaparecer”). O nome agradou Lee, porque segundo ela “é misterioso e sombrio, e coloca uma imagem na mente das pessoas”.

Influênciados pelo som de artistas como Danny Elfman, Type O Negative, Portishead e Sarah McLachlan, uma das primeiras composições gravadas pela dupla chama se “Understanding”, que é definida pelo guitarrista, Ben Moody, como “um gótico ridículo de sete minutos”. Mesmo assim, uma emissora de rádio de Little Rock, a KABF, passou a tocá-la num programa co-apresentado por Brad Caviness. Através desta divulgação, a Evanescence foi ganhando reputação e logo tornaram-se conhecidos em Little Rock. Apesar disso, por falta de condições para pagar outros músicos, a dupla ainda não tinha feito nenhuma apresentação ao vivo.

Entre 1997 e 1998, a Evanescence lança demos que levavam apenas quatro faixas, incluindo “October”. O primeiro EP, lançado em dezembro de 1998 pela gravadora Bigwig Enterprises, leva o próprio nome da banda, Evanescence EP; e conta com as participações de William Boyd, Matt Outlaw e Rocky Gray.

Este trabalho, que trazia apenas sete faixas, foi lançado na primeira apresentação ao vivo realizada em um bar chamado Vino’s, em Little Rock. Todas as cem cópias disponibilizadas para venda esgotaram-se na mesma noite da apresentação. Com a popularidade fortalecida, porém, conhecida apenas regionalmente, a banda produz e lança em agosto do ano seguinte, mais um EP, “Sound Asleep EP”, além de “Give unto Me”, trás mais cinco faixas. Mas a gravadora produziu apenas cinquenta cópias. A partir deste momento, a Evanescence já contava com músicos para suas apresentações ao vivo; David Hodges, John LeCompt e Rocky Gray. O próximo trabalho já começa a ser preparado.

A gravadora Bigwig Enterprises decide investir nos jovens e talentosos músicos de Little Rock. O repertório foi cuidadosamente montado com treze faixas, entre elas, “My Immortal” e “Imaginary”. Origin foi produzido por Brad Caviness e lançado em novembro de 2000 numa edição com 2500 cópias. Além de Ben e Amy, David Hodges, como baterista, tornou-se integrante oficial. Também participaram das gravações William Boyd, Bruce Fitzhugh, Stephanie Pierce e um grupo composto por quatro vozes femininas que fez coral em “Field of Innocence”.

Desse modo, a Evanescence, aos poucos, conquistava seu espaço e uma maturidade musical das bandas veteranas. Mas ainda faltava um golpe de sorte que lhes desse a oportunidade de se projetar por toda a América. Isto aconteceu quando o produtor e executivo da gravadora Wind-Up Records, de Nova York, Peter Mathews, conheceu o trabalho da banda em um estúdio de Memphis, Tennessee. Era o detalhe que faltava. Peter apresentou os jovens músicos à gravadora e o contrato foi assinado. Wind-Up e Evanescence trabalharam durante dois anos montando o repertório do primeiro álbum.

Classificar o estilo musical de qualquer banda atualmente é um problema, que não se limita apenas à banda Evanescence. Publicações como o New York Times, Rough Guides, Rolling Stone, Blender e The Metal Observer identificaram a Evanescence como gothic metal, embora outras fontes como NME, MusicMight, IGN e Popmatters à denominou como gothic rock. Eles foram comparados com uma variedade de bandas de diferentes gêneros, como o nu metal de conjuntos como P.O.D. e Linkin Park, gothic metal de grupos como Lacuna Coil e Within Temptation, e metal sinfônico como o Nightwish. Outros gêneros e influências são utilizados para descrever o som da banda que incluem metal alternativo, rock alternativo, hard rock e post-grunge.

Porém, o primeiro álbum oficial da banda, Fallen, foi ligeiramente diferente dos trabalhos anteriores da mesma, motivo que levou muitos fãs a afirmarem que seu estilo mudou muito. O som passou a ser “dinâmico”, rápido, o que levou muitos a classificarem tal álbum como comercial. É exatamente nessa fase que a banda recebe o rótulo de nu metal, e também por ter recebido influências de outras como Korn, que pertence a esse estilo. Em entrevista à MTV, o ex-integrante Ben Moody chegou também a afirmar que a banda era um nu metal com pegadas góticas. Mais do que definir Fallen e The Open Door, a Evanescence também faz misturas de eletrônica em seu som, utilizando sintetizadores e programadores, que pode ser ouvido em várias músicas, especialmente “Anything for You”, “Haunted”, “Tourniquet”, “Going Under” e “Snow White Queen”.

Inicialmente promovidos em lojas cristãs, por terem suas músicas vendidas em lojas de música do gênero, a banda deixou claro que não querem ser considerados parte do gênero rock cristão. Quando perguntado pela Billboard em 2006 se a Evanescence foi uma “banda cristã”, Amy Lee respondeu que tudo isso já era passado, e que era coisa de Moody.

Discografia

2003 – Fallen
2006 – The Open Door
2011 – Evanescence

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